publicidadecapa

Sociedade

Sua publicidade financia o quê mesmo?


por Dal Marcondes, da Envolverde

[caption id="attachment_83106" align="alignleft" width="259"] Foto: http://www.novonarede.com.br/[/caption] A propaganda é o principal modelo de financiamento à informação, mas o limite entre entretenimento e jornalismo deve ser muito bem delimitado O cenário da comunicação de massa mudou radicalmente nos últimos 20 anos. De grandes veículos e corporações de mídia passamos a milhões de atores e produtores de conteúdos dos mais diversos. A publicidade, o principal combustível do mundo da comunicação está se adaptando muito mais rapidamente a essa transformações do que outros setores da mídia, principalmente o jornalismo. No entanto, mesmo monstros sagrados da comunicação, como a televisão, viu seu reinado ser abalado por canais a cabo, internet e sistemas de TV ondemand, como o Netflix, por exemplo. Este admirável mundo novo, que abriu verdadeiras caixas de pandora informativas, que criou bases de dados globais acessíveis a um click, também criou desafios civilizatórios. Edgar Morin, sociólogo e filósofo, explica que informações são apenas dados, conhecimento é como organizamos esses dados de forma a criar um novo saber. O volume de informações disponíveis para a sociedade nunca foi tão grande. Hoje uma pessoa conectada à internet, com rádio no carro e TV em casa está sujeita a um bombardeio de informações em apenas um dia, que um cidadão do século 19 certamente demoraria anos a acumular. No entanto, a velocidade dessa oferta de informações é tamanha que, na maior parte das vezes, as pessoas são incapazes de processá-las de uma maneira organizada, de forma a transformar parte significativa dela em conhecimento. Para tornar o quadro ainda mais caótico,as fronteiras entre o jornalismo e o entretenimento foram derrubadas e hoje não há uma divisão clara em torno do que seja jornalismo, informação apurada e contextualizada por profissionais, e o puro e simples lazer midiático, ou pior, a busca deselegante pela audiência a partir de temas e fatos bizarros. Uma antiga lógica utilizada pelas agências de publicidade e anunciantes é a busca por grandes públicos a custo mais baixo. Com isso as verbas publicitárias tendem a migrar para o financiamento de programas que exploram o que a humanidade tem de mais deformado. Quando uma empresa, organização ou governo planeja seu “Plano de Marketing” a primeira coisa que o planejador tem em mente é atingir objetivos de público. Ou seja, a ação de marketing ou publicidade se reduz apenas a uma operação de compra de “compra de públicos”. Com isso a definição “custo por mil”, que norteia a formação de preço na publicidade, torna-se uma operação mercantil e descolada de qualquer outro objetivo altruísta, como, por exemplo, o financiamento de conteúdos de qualidade para a sociedade. Se a equação fosse apenas a analise da publicidade como elemento de divulgação de marcas, produtos e serviços, a conta estaria fechada. No entanto há mais por trás das contas publicitárias do que apenas estimular consumo. A publicidade é, também, o principal elemento de financiamento à informação para a sociedade brasileira, e deveria ser garantidora de um direito previsto no Capítulo 5º da Constituição de 1988. Aliás, o artigo 5.º da Constituição é formado por uma solitária linha e não tem nenhum parágrafo ou adendo.  “Art. 5o  É dever do Estado garantir o direito de acesso à informação, que será franqueada, mediante procedimentos objetivos e ágeis, de forma transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão”.  Ocorre que o interesse de anunciantes não necessariamente se coaduna com o interesse da informação jornalística, principalmente quando ela está caracterizada como uma informação de impacto sobre o status quo econômico. Esse balaio onde todas as verbas publicitárias são jogadas e distribuídas de acordo com interesses diversos aos do desenvolvimento humano não cumpre seu papel de “financiador da informação”, mas sim de estimulador do entretenimento e de bizarrices.  A questão é como viabilizar o financiamento à informação e, ao mesmo tempo, garantir a liberdade de escolha dos anunciantes? De uma forma bastante simplificada, uma possível solução estaria em separar desse balaio o que é jornalismo do que seja entretenimento e criar uma auto-regulamentação, com a participação dos diversos atores envolvidos, onde uma parte das verbas publicitárias deveria obrigatoriamente ser destinada ao financiamento do jornalismo, enquanto a outra parte da verba poderia ser aplicada livremente em meios de entretenimento. Um exemplo prático:, uma marca ou empresa vai destinar 100 dinheiros à publicidade, um percentual desse recurso deverá ser obrigatoriamente destinado a meios jornalísticos. Pode ser a qualquer meio jornalístico a critério da própria empresa. Esse formato para eleger meios jornalísticos que receberão a publicidade da empresa também servirá para que seus executivos reflitam sobre que tipo de informação estarão financiando para a sociedade. É preciso separar jornalismo de entretenimento. Caso contrário em pouco tempo não haverá mais jornalismo e a sociedade ficará refém de informações desencontradas e sem garantias de veracidade e origem. (#Envolverde) * Dal Marcondes é jornalista, diretor da Envolverde e especialista em meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
Quase metade dos 3,4 milhões de pessoas afetadas física ou economicamente por projetos financiados pelo Banco Mundial na última década eram da África e da Ásia. Foto: Abdurrahman Warsameh/IPS

Inter Press Service - Reportagens

Projetos do Banco Mundial desalojaram 3,4 milhões de pessoas


por Kanya D’Almeida, da IPS

[caption id="attachment_132987" align="aligncenter" width="540"] Quase metade dos 3,4 milhões de pessoas afetadas física ou economicamente por projetos financiados pelo Banco Mundial na última década eram da África e da Ásia. Foto: Abdurrahman Warsameh/IPS[/caption]   Nações Unidas, 24/4/2015 – Entre 2003 e 2013, projetos financiados pelo Banco Mundial desalojaram de suas casas, afastaram de suas terras ou deslocaram de outras formas, 3,4 milhões de pessoas, revelou o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (Icij), no dia 16. Mais de 50 jornalistas de 21 países trabalharam por quase 12 meses para analisar sistematicamente o cumprimento pelo Banco de sua promessa de proteger as populações locais das consequências negativas de seus próprios projetos. Jornalistas de Gana, Guatemala, Quênia, Sérvia e Sudão do Sul, entre outros, analisaram milhares de páginas de registros do Banco Mundial, entrevistaram dezenas de pessoas, entre elas ex-funcionários da instituição, e documentaram meticulosamente mais de dez anos de falhas em suas práticas, que deixaram agricultores pobres, residentes de favelas, comunidades indígenas e pescadores indigentes sem emprego, sem teto e sem terra. Em vários casos, os jornalistas do Icij encontraram populações inteiras que viviam onde seria instalado um projeto financiado pelo Banco Mundial, que foram tiradas à força de suas casas, com uso da violência ou intimidação. Esses fatos violam os Objetivos Gêmeos do Banco Mundial, com sede em Washington, adotados há décadas. Essas metas estavam destinadas a acabar com a “pobreza extrema mediante a redução da proporção de pessoas que vivem com menos de US$ 1,25 por dia a menos de 3% da população mundial até 2030”, e ao mesmo tempo “promover a prosperidade compartilhada mediante a melhoria dos níveis de vida dos 40% mais pobres da população de cada país”. O Banco Mundial se comprometeu a cumprir esses objetivos por vias “que de forma sustentável assegurem o futuro do planeta e de seus recursos, promovam a inclusão social e limitem as cargas econômicas que as futuras gerações herdarão”. Longe de encontrar formas sustentáveis de acabar com a enorme disparidade da riqueza existente no mundo, entre 2009 e 2013, os “prestamistas do Grupo do Banco Mundial injetaram US$ 50 bilhões em projetos qualificados com o maior risco de gerar impactos sociais ou ambientais ‘irreversíveis ou sem precedentes’, mais que o dobro do que no quinquênio anterior”, afirma a investigação do Icij. “O Banco Mundial e sua agência encarregada dos empréstimos ao setor privado, a Corporação Financeira Internacional (IFC), financiaram governos e empresas acusadas de violarem os direitos humanos, como violações, assassinatos e torturas. Em alguns casos, os prestamistas continuaram esses financiamentos mesmo depois de vir à luz a evidência de seus abusos”, acrescenta a investigação. Quase 50% dos 3,4 milhões de pessoas deslocadas física ou economicamente por projetos de grande escala – supostamente dirigidos a melhorar o fornecimento de água e eletricidade ou a reforçar as redes de transporte ou energia em seus países – vivem na África ou em três países asiáticos, China, Índia e Vietnã. Entre 2004 e 2013, o Banco Mundial e a IFC prometeram US$ 455 bilhões para a realização de 7.200 projetos no Sul em desenvolvimento. Nesse período, numerosas populações afetadas em todo o mundo denunciaram que tanto quem emprestou como quem recebeu os empréstimos estavam violando suas próprias garantias. Na Etiópia, por exemplo, a equipe do Icij concluiu que funcionários do governo desviaram milhões de dólares dos US$ 2 bilhões que o Banco Mundial deu para uma iniciativa de saúde e educação, e usaram o dinheiro para financiar uma campanha com a finalidade de desalojar pela força dois milhões de pessoas pobres de suas terras. Os projetos financiados pelo Banco Mundial deslocaram mais de 95 mil pessoas nesse país africano. Um informe divulgado no começo deste mês pela organização humanitária Oxfam afirma que a IFC “exerce escassa responsabilidade sobre os milhares de milhões de dólares em investimentos realizados em bancos, fundos de cobertura e outros intermediários financeiros, o que dá lugar a projetos que provocam abusos contra os direitos humanos em todo o mundo”. Entre 2009 e 2013, a Oxfam apurou que a IFC investiu US$ 36 bilhões nos intermediários financeiros, 50% mais do que a quantia que gastou em saúde e três vezes mais a que o Banco Mundial destinou à educação nesse período. O novo modelo, pelo qual se injeta dinheiro em uma carteira de investimentos de intermediários financeiros, representa 62% dos investimentos da IFC, mas a “dolorosa verdade é que a IFC não sabe aonde vai parar grande parte de seu dinheiro, e nem mesmo se está ajudando ou prejudicando”, denunciou Nicolas Mombrial, chefe do escritório da Oxfam em Washington, em um comunicado. Os investimentos que o Banco classifica como intermediários de “alto risco” provocaram conflitos e dificuldades para milhares de pessoas afetadas por plantações de palma, cana-de-açúcar e seringueira em Honduras, Laos e Camboja, uma represa na Guatemala, uma central de energia na Índia, e uma mina no Vietnã, segundo um estudo da Oxfam. Em resposta às críticas generalizadas sobre essas falhas, o Banco Mundial está em processo de modificação da sua política de garantias, mas seus próprios funcionários asseguram que, em lugar de reforçar a segurança das populações vulneráveis a nova política só aumentará o risco de seu deslocamento. O “último rascunho da nova política, divulgado em julho de 2014, daria aos governos mais espaços para driblar as normas do Banco e tomar decisões quanto a populações locais necessitarem de proteção”, diz a investigação do Icij com base em declarações de funcionários e ex-empregados do Banco Mundial. “Os resultados do Icij refletem o que disse a Oxfam durante muito tempo, que o Grupo do Banco Mundial e, em particular a IFC, em ocasiões falham com as pessoas que pretendem beneficiar: os mais pobres e marginalizados”, disse à IPS a integrante dessa organização humanitária, Kate Geary. “Não apenas a Oxfam e o Icij que dizem isto. Essas conclusões inquietantes têm o apoio das próprias auditorias internas do Banco, que constataram, assombrosamente, que o Banco Mundial simplesmente perdeu o rastro das pessoas que deveriam “reassentar devido aos seus projetos”, acrescentou. “O próprio presidente” do Banco Mundial, Jim Yonk “Kim reconheceu isso como um fracasso, e tem razão. A situação é simplesmente insustentável e inadmissível. Já basta”, ressaltou Geary. O Banco deve oferecer reparação mediante subvenções às pessoas que deslocou, promulgar reformas urgentes e fundamentais para garantir que essas tragédias não se repitam e revisar seu Plano de Ação para o Reassentamento, publicado no mês passado por Kim em resposta às auditorias críticas”, acrescentou. Envolverde/IPS
Foto: Shutterstock

Ambiente

A juventude e a luta contra as mudanças climáticas


por Iago Hairon*

Primeiro você pode me perguntar: Qual a ligação entre jovens e mudanças climáticas? Eu simplesmente responderei: todas as possíveis e impossíveis também, afinal somos jovens! Lembro em 2009 quando tinha apenas 15 anos e assisti na tv sobre uma convenção que acontecia em Copenhague, os jornalistas falavam da quantidade de jovens e setores de sociedade civil que se manifestavam devido a ineficácia das negociações na convenção que , segundo eles, era a mais importante para se debater o futuro do planeta e consequentemente o nosso futuro. Depois de algum tempo, descobri que aquela era uma convenção da ONU sobre mudança climática chamada COP15, e então confirmei que sim, ela era um dos espaços mais importantes para se pensar no futuro da humanidade. E com certeza os jovens, como eu disse tem todas as conexões possíveis e impossíveis para agir e debater sobre esse assunto. Desde a década de 90 do século XX, o debate sobre meio ambiente e mudanças climáticas se intensificou, seguindo o debate surgiram desde estão várias pesquisas científicas para a verificação desses impactos além de mostrar o quanto nós precisamos ser realistas para pensar em soluções. Segundo o IPCC (Painel intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) “A influência humana sobre o sistema climático é clara, e as emissões de gases de efeito estufa recentes são a maior de toda a história. As Recentes mudanças climáticas tiveram impactos generalizados sobre os sistemas humanos e naturais.” Nesse sentido, jovens de todo o Brasil entram no debate como agentes de mudança do pensamento social enfatizando o quanto é importante pautarmos justiça climática. Esses jovens incidem direta e indiretamente em todas as esferas de poder, seja no trabalho de base a nível local, junto ao governo, ou nas próprias convenções internacionais sobre mudanças climáticas. A ideia desse pequeno artigo é te inspirar, inspirar a também ser um jovem agente de mudança. Ao longo do texto você lerá cinco depoimentos de jovens das cinco regiões brasileiras, que com trabalhos simples tem conseguido espalhar uma mensagem política de força e esperança maravilhosa no que tange o tema aqui discutido. Um dos tópicos mais importantes quando nos pautamos o engajamento juvenil relacionado as mudanças climáticas é pensar sobre o importante conceito da Equidade intergeracional. Raquel Rosenberg, Coordenadora Geral do Engajamundo, que vive em  São Paulo tem alguns pensamentos sobre esse tema. “A juventude é um dos grupos mais importante quando se trata de engajamento da sociedade com a questão climática. Além de sermos os que realmente vão sofrer as consequências dos impactos que o homem está causando hoje no planeta, somos também aqueles que podem dar a volta por cima e protagonizar a mudança que o mundo precisa - o jovem é o único capaz de superar os desafios contemporâneos. O envolvimento da juventude e a importante escuta dos governos e empresas sobre o que nós estamos pensando é, portanto, crucial para minimizarmos o impacto das mudanças climáticas no planeta e garantir, assim, que possamos usufruir dos mesmos recursos naturais que nossos pais e avós usufruíram durante toda a vida.” Futuras gerações terem o mesmo direito de usufruir recursos naturais; essa é a definição principal da equidade intergeracional. Agora você pode pensar – A juventude está separada de questões relacionadas ao clima? Claro que NÃO! Depois de explicar esse conceito na tentativa de engajar você, nós podemos começar a questionar sobre representação e como o jovem está sendo representado. A questão é se os lideres mundiais e os nossos líderes nacionais estão levando em conta a nossa demanda. "Hoje, nós jovens representamos a metade da população mundial e, caso os líderes mundiais não pensarem no clima como algo vital e necessário, enfim, não tomarem sábias medidas, nós é que sofreremos com o impacto disso no futuro. Aqui na região Centro-Oeste, por exemplo, o bioma cerrado está sendo drasticamente devastado para dar lugar ao plantio da soja, não há limites. O que a juventude quer é ser ouvida. Precisamos de voz para termos vez.” Feito por Kaime Silvestre, estudante de direito e ativista climático da região Centro Oeste do Brasil. As palavras que compõem esse depoimento são de uma realidade tremenda além de ter uma conotação política muito grande. É totalmente necessário a juventude está apta para representar a ela mesma, apresentando nossas demandas sobre justice climática, e então construir políticas públicas que serão eficazes para todos. Representação política é um meio de obter fortes mecanismos na luta por justiça climática. Até agora, esses dois jovens falaram de conhecimentos únicos e necessários focando a conexão entre juventude e mudança climática. No entanto, Mariana Guedes de Fortaleza, Membra da ONG Verdeluz, tem outro tema para contribuir com da ideia de nosso artigo. “O Verdeluz acredita que o conhecimento de causa - educação - é a chave para comoção, portanto, incluir a juventude no debate sobre mudanças climáticas, é essencial se quisermos ver mudança, pois a força da juventude que é capaz de mudar uma geração. Debater mudanças climáticas com jovens significa criar um ser humano crítico entendedor do assunto, que conhecendo o impacto dos seus atos para o meio ambiente, no contexto de uma discussão, pensarão em soluções e as exigirão, tanto das pessoas ao seu redor, quanto das autoridades. E isso é o mais importante, essa discussão gera reflexão que por sua vez, produz mudança na realidade com cada pessoa que se envolve.” Educação, não podemos fazer nada sem ela. Não existirá política eficaz, não existirá equidade intergeracional sem educação. Para fazer as pessoas entenderem o que a juventude está propondo é necessário cada vez mais expandirmos o conhecimento sobre as mudanças climáticas. A educação pode fazer isso e nós podemos fazer isso através da educação. Vinda do Estado do Amazonas, casa da maior floresta tropical do mundo, a articuladora do Engajamundo e militante climática, Karla Pereira, tem algumas experiências e posições para compartilhar conosco. É importante lembrar que os depoimentos de cada jovem aqui citado tem uma principal intenção – Inspirar você! Nunca se esqueça disso! “A Região Norte do Brasil, cobiçada por todo o mundo, comporta 80% da Floresta Amazônica e abriga mais da metade da população indígena brasileira que habita especialmente a Amazônia. É primordial salientar o desenvolvimento de ações juvenis com fins de preservação nesta região uma vez que ao afetar a fauna e a flora milhares de indígenas são obrigados a deixar seu habitat que já não possui condições salubres de convivência. Além de afetar as tribos, a destruição florestal afeta também a população mundial. Em Manaus, conhecida antigamente como a capital da borracha, algumas iniciativas jovens se dividem em atividades de conscientização e intervenções com tais fins. Um exemplo dessas atividades está em ações no Engajamundo que já levou capacitações para universitários e tribos indígenas Sateré-Mawé e Dessana Tukana na capital do Amazonas.” Baden Pawell disse uma vez: “Deixe um mundo um pouquinho melhor do que você encontrou”. Essa passagem representa o quanto as pessoas podem ser pró-ativas em partilhar transformações positivas. Como jovens nós podemos e devemos deixar esse mundo um pouco melhor do que encontramos, a única coisa necessária é força de vontade e conhecimento. Ao longo do texto construímos uma retórica de convencimento e relevância das questões climáticas, agora você já sabe a conexão entre a juventude e a luta contra as mudanças climáticas. Qual o próximo passo? O próximo passo é compartilhar, inspirar outras pessoas, você pode fazer isso! Por fim, deixarei as palavras de Txai Mello, um garoto de 17 anos vindo da região sul e que assim como todos os outros jovens aqui citados, está focado na participação e representação do jovem. “Pela ordem natural da vida, nós jovens e nossos descendentes, temos maior probabilidade de sermos, ao longo do tempo, os mais afetados com as consequências dos problemas climáticos. No entanto, é de extrema importância compreender o que está acontecendo e quais as perspectivas futuras relacionadas às questões climáticas do planeta, para então propormos ações efetivas. Sendo assim, podemos utilizar o poder multiplicador que temos, servindo de inspiração para outras pessoas, incentivando inclusive as próximas gerações a serem cada vez mais engajadas nos debates climáticos.” * Iago Hairon é coordenador do Grupo de Trabalho sobre Clima da Organização de Liderança Juvenil Engajamundo. Espero que você tenha mudado! (#Envolverde)
Leonardo Boff

Sociedade

A cultura do capital é anti-vida e anti-felicidade


por Leonardo Boff*

Onde reside o gênio do capitalismo? Na exacerbação do eu até ao máximo possível, do indivíduo e da autoafirmação, desdenhando o todo maior, a integração na espécie e o nós. Desta forma desequilibrou toda a existência humana, pelo excesso de uma das forças, ignorando a outra A demolição teórica do capitalismo como modo de produção começou com Karl Marx e foi crescendo ao longo de todo o século XX com o surgimento do socialismo e pela escola de Frankfurt. Para realizar seu propósito maior de acumular riqueza de forma ilimitada, o capitalismo agilizou todas as forças produtivas disponíveis. Mas teve como consequência, desde o início, um alto custo: uma perversa desigualdade social. Em termos ético-políticos, significa injustiça social e produção sistemática de pobreza. Nos últimos decênios, a sociedade foi se dando conta também de que não vigora apenas uma injustiça social, mas também uma injustiça ecológica: devastação de inteiros ecossistemas, exaustão dos bens naturais, e, no termo, uma crise geral do sistema-vida e do sistema-Terra. As forças produtivas se transformaram em forças destrutivas. Diretamente, o que se busca mesmo é dinheiro. Como advertiu o Papa Francisco em excertos já conhecidos da Exortação Apostólica sobre a Ecologia: ”no capitalismo já não é o homem que comanda, mas o dinheiro e o dinheiro vivo. A ganância é a motivação… Um sistema econômico centrado no deus-dinheiro precisa saquear a natureza para sustentar o ritmo frenético de consumo que lhe é inerente.” Agora o capitalismo mostrou sua verdadeira face: temos a ver com um sistema anti-vida humana e anti-vida natural. Ele nos coloca o dilema: ou mudamos ou corremos o risco da nossa própria destruição e parte da biosfera, como alerta a Carta da Terra. No entanto, ele persiste como o sistema dominante em toda a Terra sob o nome de macro-economia neoliberal de mercado. Em que reside sua permanência e persistência? No meu modo de ver, reside na cultura do capital. Isso é mais que um modo de produção. Enquanto cultura encarna um modo de viver, de pensar, de imaginar, de produzir, de consumir, de se relacionar com a natureza e com os seres humanos, constituíndo um sistema que consegue continuamente se reproduzir, pouco importa em que cultura vier a se instalar. Ele criou uma mentalidade, uma forma de exercer o poder e um código ético. Como enfatizou Fábio Konder Comparato num livro quer merece ser estudado A civilização capitalista (Saraiva, 2014): ”o capitalismo é a primeira civilização mundial da história” (p.19). O capitalismo orgulhosamente afirma: ”não há outra alternativa (TINA= There is no Alternative).” Vejamos rapidamente algumas se suas características: finalidade da vida: acumular bens materiais; mediante um crescimento ilimitado, produzido pela exploração sem limites de todos os bens naturais; pela mercantilização de todas as coisas e pela especulação financeira; tudo feito com o menor investimento possível, visando a obter pela eficácia o maior lucro possível dentro do tempo mais curto possível; o motor é a concorrência turbinada pela propaganda comercial; o beneficiado final é o indivíduo; a promessa é a felicidade num contexto de materialismo raso. Para este propósito se apropria de todo tempo de vida do ser humano, não deixando espaço para a gratuidade, a convivência fraternal entre as pessoas e com a natureza, o amor, a solidariedade, a compaixão e o simples viver como alegria de viver. Como tais realidades não importam para a cultura do capital, como reconheceu o insuspeito mega-especulador George Soros (A crise do Capitalismo, Campus 1999), porque, embora tenham valor, não tem preço nem dão lucro. Mas exatamente são elas que produzem a felicidade possível. Ele destrói as condições daquilo que se propunha: a felicidade. Assim ele não é só como anti-vida mas também anti-felicidade. Como se depreende, esses ideais não são propriamente os mais dignos para efêmera e única passagem de nossa vida neste pequeno planeta. O ser humano não possui apenas fome de pão e afã de riqueza; é portador de outras tantas fomes como de comunicação, de encantamento, de paixão amorosa, de beleza e arte e de transcendência, entre outras tantas. Mas por que a cultura do capital se mostra assim tão persistente? Sem maiores mediações diria: porque ela realiza uma das dimensões essenciais da existência humana, embora a elabore de forma distorcida: a necessidade de autoafirmar-se, de reforçar seu eu, caso contrário não subsiste e é absorvido pelos outros ou desaparece. Biólogos e mesmo cosmólogos (citemos apenas um dos maiores deles Brian Swimme) nos ensinam: em todos os seres do universo, especialmente no ser humano, vigoram duas forças que coexistem e se tencionam: a vontade do indivíduo de ser, de persistir e de continuar dentro do processo da vida; para isso tem que se autoafirmar e fortalecer sua identidade, seu “eu”. A outra força é da integração num todo maior, na espécie, da qual o indivíduo é um representante, constituindo redes e sistemas de relações fora das quais ninguém subsiste. A primeira força se constela ao redor do eu e do indivíduo e origina o individualismo. A segunda se articula ao redor da espécie, do nós e dá origem ao comunitário e ao societário. O primeiro está na base do capitalismo, o segundo, do socialismo na sua expressão melhor. Onde reside o gênio do capitalismo? Na exacerbação do eu até ao máximo possível, do indivíduo e da autoafirmação, desdenhando o todo maior, a integração na espécie e o nós. Desta forma desequilibrou toda a existência humana, pelo excesso de uma das forças, ignorando a outra. Nesse dado natural reside a força de perpetuação da cultura do capital, pois se funda em algo verdadeiro mas concretizado de forma exacerbadamente unilateral e patológica. Como superar esta situação secular? Fundamentalmente no resgate do equilíbrio destas duas forças naturais que compõem a nossa realidade. Talvez seja a democracia sem fim, aquela instituição que faz jus, simultaneamente, ao indivíduo (eu) mas inserido dentro de um todo maior (nós, a sociedade) do qual é parte. Voltaremos ao tema porque não é suficiente fazer a crítica a esta cultura malvada, como a chamava Paulo Freire; importa contrapor-lhe outro tipo de cultura que cultiva a vida e cria espaços para o amor, a cooperação, a criatividade e a transcendência. (Leonardo Boff/ #Envolverde) * Leonardo Boff é filósofo, teólogo, escritor e comissionado da Carta da Terra. ** Publicado originalmente no site Leonardo Boff.


receba nossa newsletter

email: *


Tiago e Carla, nascidos na Alemanha e trazido para o Brasil. Foto: ICMBio

Nasce a centésima ararinha-azul

[caption id="attachment_133029" align="alignright" width="300"] Foto: ICMBio[/caption] Filhote Centurion nasce no Catar e aumenta as chances do Ministério atingir a meta para reintroduzir a espécie, considerada extinta na natureza, na caatinga baiana O Ministério do Meio Ambiente (MMA) comemora o nascimento do centésimo filhote de ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) em cativeiro. Centurion foi gerado na sede da organização não-governamental (ONG) Al Wabra Wildlife Preservation, no Catar. No dia 21 março, outra ave nasceu. Desta vez, em Berlim. Marcus está sob os cuidados da ONG Associação para a Conservação dos Papagaios Ameaçados (Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP). Considerada extinta na natureza, desde o ano 2000, todos os indivíduos da espécie encontram-se em cativeiros localizados no Brasil, na Alemanha e no Catar, parceiros do MMA por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Cresce assim a possibilidade de atingir o objetivo para aumentar a população em cativeiro a fim de que seja viável fazer a reintrodução na natureza. "As restrições genéticas da espécie são um desafio. Nossos parceiros têm superado os obstáculos, o que nos faz acreditar que conseguiremos, em breve, retornar a espécie ao seu local de origem: a caatinga baiana", comemorou Camile Lugarini, veterinária do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave/ICMBio). Com o nascimento de Centurion, o décimo do ano, a meta de crescimento da população foi ultrapassada. "Para garantir um crescimento sustentável da população, é necessário um aumento de 10% ao ano no número de aves", explicou o diretor da Al Wabra, Cromwell Purchase. "Alcançamos esse número pela primeira vez, em 2015. Estamos muito animados. É um marco para o programa", apontou Purchase. Cronograma mantido O nascimento da centésima ararinha-azul é mais um importante passo para a recuperação da espécie e permite que o cronograma para a reintrodução da espécie seja mantido. "As conquistas reforçam a esperança de voltar a ver as aves voando livres, novamente", declarou em nota a Al Wabra. [caption id="attachment_133030" align="alignleft" width="340"] Tiago e Carla, nascidos na Alemanha e trazido para o Brasil. Foto: ICMBio[/caption] Para que a soltura das aves seja bem-sucedida, ainda é necessário recuperar o habitat natural das ararinhas-azuis e fazer um trabalho de educação ambiental com a população local. "A perda de habitat e o tráfico levaram a ararinha-azul a desaparecer da natureza. Se as pessoas não caçarem, não comprarem e denunciarem o tráfico de animais silvestres, seguramente teremos um número menor de espécies em risco de extinção no Brasil", destacou Marcelo Marcelino, diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio,. Projeto Em 2011, foi lançado o Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-azul – PAN Ararinha-azul, coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres - CEMAVE, do ICMBio. Uma das ações do PAN é o Programa de Cativeiro. Os animais são mapeados geneticamente para a formação de casais que tenham maior probabilidade de gerar filhotes saudáveis. Além dos criadouros (Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), na Alemanha; Al-Wabra Wildlife Preservation, no Catar; Nest e Fundação Lymington, no Brasil), que trabalham para garantir a reprodução da espécie em cativeiro, o projeto conta com a parceria da Vale e de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, como o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e a Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil). * Com informações do ICMBIO/ Edição: Sérgio Maggio. ** Publicado originalmente no site Ministério do Meio Ambiente.


por Redação do MMA
conflitos_CPT_2

Outro triste recorde para o Brasil

Pelo segundo ano consecutivo o Brasil amarga o título de país mais perigoso para ambientalistas Na última segunda-feira a ONG Global Witness publicou o relatório “How many more”. (“Quantos Mais?”, em tradução livre), que traz dados sobre assassinatos de ativistas ambientais ao redor do mundo. De acordo com o levantamento, o Brasil aparece como o país mais perigoso para se trabalhar na defesa do meio ambiente: ao todo, 29 ambientalistas foram vítimas de assassinato no Brasil em 2014, sendo quatro deles indígenas. Infelizmente, a relação entre violência e destruição da floresta não é recente no Brasil. Temos vários exemplos icônicos dos resultados desta nefasta equação, como Chico Mendes e Irmã Dorothy, ambos assassinatos devido a conflitos relacionados com a posse da terra e a defesa da floresta. [caption id="attachment_133041" align="alignleft" width="320"] José Claudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo foram assassinados, em 2011, por denunciarem a ação de madeireiros, carvoeiros e grileiros no Assentamento Agroextrativista Praia Alta Piranheira, no Pará. Foto: © Greenpeace / Felipe Milanez[/caption] “Um dos maiores problemas na Amazônia é a total falta de definição fundiária. Por conta desta lacuna de informações, populações inteiras, que vivem há gerações em determinados locais, são subjugadas e expulsas, muitas vezes com extrema violência, por grileiros de terra, que obtém com facilidade documentos falsos de posse de terra”, afirma Rômulo Batista, da campanha da Amazônia do Greenpeace. A exploração ilegal de madeira é outro fator gerador de conflitos na Amazônia brasileira. Muitas vezes, madeireiros ilegais invadem unidades de conservação, terras indígenas e projetos de assentamento para roubar madeira. Quando as lideranças locais decidem enfrentar esse tipo de agressão contra a floresta, são invariavelmente ameaçados e, infelizmente, em muitos casos a ameaça é levada a cabo. “Na Amazônia a destruição da floresta a exploração ilegal de madeira andam de mãos dadas com a violência. Como essas atividades são eminentementes ilegais, as pessoas estão dispostas a tudo para obter um lucro maior e mais rápido e quem paga com a vida são as pessoas que se colocam entre esses criminosos e a floresta”, afirma Batista. Além destes dois fatores, que estão tradicionalmente relacionados à violência no campo, as populações tradicionais e ativistas ambientais lidam agora com outra grande ameaça, a execução de grandes obras de infraestrutura, como as hidrelétricas. Ao não respeitar o direito das populações locais, e muitas vezes realizar a obra sem sequer consultá-las, os governos tem contribuído para o agravamento da situação de violência. A ocupação desenfreada da Amazônia pela agropecuária também promove a violência, ao desalojar comunidades e famílias de seus locais. É comum assentamentos de reforma agrária serem tomadas por monocultura de soja ou pela criação de gado. Devido ao porte deste tipo de empreendimento e ao capital de giro necessário para essas atividades, ela dificilmente é feita pelos assentados, ou seja, os assentamentos são, na verdade, reconcentrados por grandes fazendeiros e isso também ocorre de forma violenta. A luta para acabar com o desmatamento na Amazônia é também a luta para garantir a sobrevivência e a dignidade dos povos que a habitam. Sem florestas, não temos água, produção de alimentos e muito menos uma chance de amenizar os efeitos das mudanças climáticas no futuro. Ao deixar de garantir a segurança de seus guardiões, o Brasil caminha para um futuro de barbárie e miséria. Para dar um basta a toda essa violência, e tirar o Brasil deste vergonhoso ranking, precisamos combater o desmatamento e só conseguiremos atingir este objetivo com o apoio de toda a sociedade, seja no campo ou na cidade. (Greenpeace Brasil/ #Envolverde) * Publicado originalmente no site Greenpece Brasil.


por Redação do Greenpeace Brasil
Imagens aéreas mostram destruição causada por tornado em Xanxerê. Foto: ©divulgação

Os desastres se acumulam, o governo se abstém

[caption id="attachment_133003" align="aligncenter" width="540"] Imagens aéreas mostram destruição causada por tornado em Xanxerê. Foto: ©divulgação[/caption]   O começo da semana foi marcado por um desastre natural com graves consequências na região Sul do Brasil : a cidade de Xanxerê, em Santa Catarina, foi atingida por um tornado que deixou dois mortos, seis mil desabrigados, e destruiu metade da área do município. Além das irreparáveis perdas humanas, os prejuízos cálculados já chegam na casa dos R$50 milhões, e a cidade pode levar um ano para ser reconstruída. Infelizmente, o tornado que atingiu Xanxerê não é um fenômeno isolado. Entre 1990 e 2010, 96 milhões de brasileiros foram afetados de alguma forma por desastres naturais, e a frequência destes têm aumentado com o passar dos anos. Diversos fatores contribuem para a intensificação destes eventos, mas há um fator em comum com potencial de agravar o risco de todos eles: mudanças climáticas. Enquanto isso, em Brasília, o governo sinalizou que vai ignorar desastres como o de Santa Catarina e descontinuou um importante estudo sobre os impactos previstos para as mudanças climáticas no Brasil. Denominado “Brasil 2040”, o estudo está sob responsabilidade da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência, e tem como objetivo estimar possíveis impactos das mudanças climáticas sobre recursos hídricos, geração de energia, agricultura, saúde e infraestrutura. Ou seja, impactos que afetarão a vida de toda sociedade. O novo ministro da SAE, Roberto Mangabeira Unger, indicou que não pretende produzir um relatório final que consolide os resultados e apresente propostas e prioridades para medidas de adaptação a serem adotadas no país. Se o estudo for de fato engavetado, o governo indicará que de fato caminha na contramão de urgências óbvias. Do tornado em Xanxerê à grave crise hídrica que afeta o Sudeste, já estamos vivendo fenômenos naturais extremos que retratam com clareza o que podemos esperar se não colocarmos o enfrentamento às mudanças climáticas como prioridade das nossas políticas ambientais, econômicas e sociais. Para além das gavetas do ministro Mangabeira, este é um ano-chave para o clima: em dezembro, espera-se que uma nova rodada de negociações na ONU resulte em um ambicioso acordo global pela redução da emissão dos gases de efeito estufa, responsávei pelas mudanças climáticas. Enquanto isso, diversos países desenvolvem e implementam planos para se adaptar à nova realidade de um mundo onde o desafio climático é central. O Brasil tem todas as condições de se tornar uma verdadeira referência no assunto, para além da retórica de diplomatas - mas precisa demonstrar isso na prática. (Greenpeace Brasil/ #Envolverde) * Pedro Telles é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. ** Publicado originalmente no site Greenpeace Brasil.


por Pedro Telles*
Condições climáticas favorecem e produção de energia alternativa renovável. Foto:
© Photo: Adam Oswell

Austrália pode usar 100% de energia renovável até 2050

[caption id="attachment_133006" align="alignright" width="304"] Condições climáticas favorecem e produção de energia alternativa renovável. Foto:© Photo: Adam Oswell[/caption] Uma matriz energética composta somente por energia alternativa renovável e de relativo baixo custo - tudo isso aliado a um grande crescimento na economia. O que para muitos pode parecer difícil de acontecer é algo que pode ser atingido até 2050 na Austrália, maior país da Oceania e de condições climáticas bastante semelhantes ao Brasil. As informações estão no estudo Australia can Cut Emissions Deeply and the Cost is Low, encomendado pelo WWF-Austrália em parceria com a Australian National University. Publicado nessa terça-feira, 23 de abril, o relatório aponta que a queda no custo da redução das emissões permite que a Austrália seja ambiciosa em seus objetivos climáticos e de energias renováveis. O relatório aparece no momento em que o mundo está em processo de divulgação de seus compromissos de redução de emissões de carbono, com vistas à 21a Conferência- Quadro das Nações Unidas sobre a mudança do clima (COP-21), em Paris, no final do ano. Um dos exemplos citados na publicação é a queda no custo das usinas de energia solar em grande escala. Segundo o estudo, o valor praticado hoje corresponde à metade do que o governo australiano estimava para o ano de 2030. Além disso, os principais cenários divulgados mostram que a economia do país vai crescer para cerca de duas vezes e meia o seu tamanho atual em 2050, enquanto as emissões são reduzidas drasticamente abaixo dos níveis atuais. "A Austrália pode atingir zero emissões líquidas recorrendo à eficiência energética, à mudança para um sistema elétrico de zero emissões de carbono, à troca do uso direto de combustíveis fósseis para energia elétrica descarbonizada e à melhoria os processos industriais", disse o autor do relatório, Professor Frank Jotzo, acrescentando que "a abundância de recursos renováveis" da Austrália significa que ela é "um dos países mais bem colocados no mundo para se mudar para um fornecimento de energia elétrica totalmente renovável." Assim como o Brasil, a Austrália é um país de grande extensão territorial, localizado na parte sul do hemisfério, com grande incidência solar e com área de alta presença de ventos, o que favorece a geração de energia por alternativas renováveis. Além dos ganhos ambientais, o relatório elencou outros benefícios significativos para o corte de emissões, como a redução da poluição do ar, melhoria dos resultados na área da saúde e aumento da segurança energética em alguns casos. (WWF Brasil/ #Envolverde) * Com informações do jornal Renew Economy (reneweconomy.com.au). ** Publicado originalmente no site WWF Brasil.


por Redação do WWF Brasil
c-629x472

Casamento é apenas para ele e ela na Nicarágua

[caption id="attachment_132994" align="aligncenter" width="540"] Uma das inúmeras mobilizações realizadas em 2014 por organizações defensoras da diversidade sexual na Nicarágua pelo direito ao matrimônio e à adoção de pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans, o que finalmente não foi reconhecido no novo Código de Família. Foto: Cortesia da Rede de Desenvolvimento Sustentável da Nicarágua[/caption]   Manágua, Nicarágua, 24/4/2015 – A Nicarágua estreou este mês um novo Código de Família que, no geral, melhora e atualiza os direitos da população, mas também apresenta uma grande lacuna: não reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo e, em consequência, lhes fecha as portas para a adoção. As organizações que defendem os direitos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexuais (LGBTI) lutaram sem êxito até o final para que a nova ordem legal estabelecida pela Lei 870, a do novo Código, acolhesse suas demandas em favor do matrimônio igualitário e da adoção. Marvin Mayorga, ativista do Projeto Ações Urgentes Contra a Discriminação por Orientação Sexual e Identidade de Gênero na Nicarágua, ressaltou à IPS “o caráter discriminatório da lei”. A falta de reconhecimento do casamento igualitário “nos obriga a permanecer sob o estado civil de solteiro e as pessoas solteiras não têm permissão para adotar neste país e constituir uma família”, explicou. Além disso, segundo Mayorga, “fora da família há mais barreiras para se ter acesso a garantias mínimas e benefícios como trabalho digno, seguro social, educação, saúde e moradia”. Também destacou que “as famílias na Nicarágua são diversas, mas se quer impor um único modelo familiar”. O novo Código entrou finalmente em vigor no dia 8 deste mês, após ser cumprida uma série de trâmites desde sua aprovação em 2014 pela legislativa Assembleia Nacional. Com esta ferramenta jurídica, o Estado busca proteger os direitos individuais de cada membro da família e dos coletivos deste núcleo social reconhecido com instituição sujeita a garantias e obrigações. Conforme detalhou à IPS seu principal promotor, o deputado Carlos Emilio López, da governante Frente Sandinista de Libertação Nacional, o Código reúne e atualiza em 674 artigos o que até agora estava disperso em 47 leis diferentes. O novo contexto jurídico aborda temas como matrimônio, direitos patrimoniais, adoção e aposentadoria, direitos de mãe, pai e filhos, divórcios, demandas por alimentos, e responsabilidade materna e paterna. Até agora, os assuntos de família eram baseados principalmente no vetusto Código Civil de 1904, que regulamentava o tema sob uma forte doutrina católica e conservadora, condicionando os direitos das mulheres e das crianças à figura masculina como principal suporte da família , apontou López. Segundo o deputado, “foi analisado minuciosamente para que cada membro da sociedade, como indivíduo parte de uma família, tivesse bem claro seus direitos, deveres e suas obrigações conforme a Constituição Política e as leis do país, de modo que não houvesse discriminação de ninguém por nenhuma razão”. López ressaltou que não existe discriminação para as pessoas LGBTI, porque a Constituição Política, que é a lei suprema do país e está acima do novo Código, protege o direito de cada nicaraguense sem nenhuma desigualdade. Porém, Luis Torres, coordenador executivo da organização Alternativa Nicaraguense de Diversidade Sexual, afirmou à IPS que o novo Código discrimina as pessoas LGBTI ao negar-lhes o direito ao casamento legal e obrigar o Estado a transferir os benefícios sociais unicamente ao núcleo familiar reconhecido pela nova lei. Torres assegurou que “é um retrocesso. Com o Código, o Estado deixa de fora em questões de amparo e assistência social os casais do mesmo sexo que vivem juntos. Não se reconhece o casamento nem a união de fato estável entre pessoas do mesmo sexo”. Isso se traduz em que “os casais LGBTI não têm acesso a direitos conexos como direito a crédito familiar, adoção, extensão por viuvez, morte e lesões em seguro social, entre outros direitos que beneficiam os casais heterossexuais”, afirmou o ativista. Estimativas locais e internacionais indicam que 10% da população nicaraguense, de 6,1 milhões de pessoas, são sexualmente diversos. O Código tem entre seus avanços o reconhecimento pela primeira vez no país da união de fato estável em igualdade de direitos e obrigações com o casamento tradicional. Mas essa união só pode ser “entre um homem e uma mulher”. Para o catedrático de direito penal e direitos humanos na Universidade Centro-Americana e na Universidade Americana, Ramón Rodríguez, “ao estabelecer que o matrimônio e a união de fato estável seja apenas entre homem e mulher, um setor importante da população, que faz parte da diversidade sexual, é vítima direta da violação do princípio universal de igualdade de não discriminação”. Samira Montiel, procuradora especial da Diversidade Sexual, discorda das críticas dos defensores dos direitos humanos e das organizações LGBTI. “Eu também queria que a lei me permitisse casar e adotar, mas a Constituição não estabelece isso e o Código não pode estar acima da carta magna”, afirmou Montiel à IPS. Ela assegurou que embora “no momento” não se estabeleça o casamento entre pessoas do mesmo sexo, “os direitos individuais de cada membro da comunidade lésbico-gay está protegido em razão de serem irmãos, filhos, pais, parentes e cidadãos com igualdade de condições sociais”. Montiel declarou à IPS que “nenhuma mulher lésbica ou homem gay que tenha um filho terá seu direito tirado, não lhe será negado beneficio. Até agora não recebi uma queixa formal sobre o Código, ninguém apelou, não existe uma só gestão de adoção de crianças por parte de um casal gay, não se nega atenção médica a uma lésbica ou a um bissexual”. Entre as novidades positivas do Código também estão a aceleração dos processos por pensão alimentícia de mães ou pais, com limite máximo de 150 dias, quando antes podia demorar até cinco anos. Entre outras coisas. Também fixa o valor da manutenção dos filhos menores de 18 anos em até metade da renda do pai ou da mãe em questão, bem como sanção econômica e patrimonial pelo não cumprimento. Ao mesmo tempo, incorpora a demanda de pais por abandono, direitos dos idosos diante do abandono de seus filhos, pensão de alimentos a filhos e filhas até os 24 anos, desde que demonstrem que necessitam desse recurso econômico. O Código inclui o direito a faculdade legal de qualquer membro da família com autoridade parental no caso de ausência de pai ou mãe de um filho, e assuntos concernentes a divórcios, divisão de bens, proteção do lar quando há crianças, permissões de trabalho e outros. Além disso, proíbe o castigo físico e tratamento humilhante da criança em qualquer âmbito, e só permite o casamento a partir dos 18 anos, idade estabelecida como maioridade penal, para ambos os sexos, para assumir obrigações legais. A Federação Coordenadora Nicaraguense de Organizações Não Governamentais que trabalham pela infância e adolescência pediu que a idade para casar fosse aumentada até os 18 anos, para pôr freio a casamentos entre meninas de 14 anos, ou menos, e homens maiores de idade. Muitas vezes esses casamentos constituíam o chamado “remédio familiar” para abusos sexuais e gravidez de meninas e adolescentes por parte de homens maiores. Envolverde/IPS


por José Adán Silva, da IPS
Programa fomenta projetos colaborativos pela internety2nomad / Fotolia.com

Programa fomenta projetos colaborativos pela internet

Aprender em Rede irá promover trocas entre escolas públicas e privadas de todos o país; inscrições abertas até 3/5 Alunos das cinco regiões do país trocando trabalhos de forma colaborativa pela internet. Com o intuito de promover o intercâmbio de experiências culturais entre escolas públicas e privadas de todo o país, o Programa Aprender em Rede, do Instituto Crescer para a Cidadania, está com inscrições abertas para professores que desejam participar da sua terceira edição. O programa busca incentivar práticas pedagógicas inovadoras com o uso das redes sociais. Em comunidades fechadas do Facebook, que são administradas pelo Instituto Crescer, os professores trocam trabalhos com escolas de outras regiões do país, trazendo a realidade local de cada uma delas para dentro da sua sala de aula. Um aluno de São Paulo que faz um trabalho falando sobre a sua cidade, por exemplo, recebe a pesquisa de outro colega do norte do país que apresenta diferentes estilos de vida na Amazônia. [caption id="attachment_133011" align="aligncenter" width="540"] Programa fomenta projetos colaborativos pela internety2nomad / Fotolia.com[/caption]   O Aprender em Rede engloba professores de turmas do ensino fundamental ao médio, apresentando diferentes propostas temáticas para os projetos de cada etapa. No fundamental 1, eles deverão elaborar trabalhos sobre animais em extinção na sua região, criando campanhas de conscientização para a sua preservação. Os alunos no Fundamental 2 terão a tarefa de compartilhar fotos do local em que vivem e analisar o estilo de vida em diferentes ecossistemas. Para o ensino médio, o projeto irá incentivar que os alunos pesquisem sobre a bicicleta e proponham projetos de mobilidade para suas regiões. Os projetos deverão ser realizados ao longo de dez semanas, que são orientadas conforme o cronograma de atividades do Aprender em Rede. Durante o programa, além da troca de trabalhos, também serão realizadas videoconferências entre as escolas, incentivando que os alunos explorem e comentem os materiais compartilhados. Ao final do projeto, eles fazem uma avaliação da experiência de terem participado desse intercâmbio cultural pela rede. Para participar do Aprender em Rede, os professores devem se inscrever pelo site até o dia 3 de maio. É importante que eles tenham a autorização da escola e dos pais para que possam compartilhar os projetos dos seus alunos em grupos com outros educadores. O programa também oferecerá certificados de participação de 40 horas para os docentes que concluírem as atividades propostas. Inscrições e mais informações aqui. (Porvir/ #Envolverde) * Publicado originalmente no site Porvir.


por Redação do Porvir
Festa de premiação do Prêmio Eco 2014. Foto: Divulgação

Amcham abre inscrições para Prêmio Eco 2015

[caption id="attachment_133033" align="alignright" width="340"] Festa de premiação do Prêmio Eco 2014. Foto: Divulgação[/caption] Criado em 1982, o prêmio da Amcham consagra práticas de sustentabilidade empresarial no Brasil O Prêmio Eco, da Amcham (Câmara Americana de Comércio), está com inscrições abertas para sua 33ª edição. Criado em 1982, o Prêmio já mobilizou 2.267 companhias nacionais e multinacionais, responsáveis por inscrever 2.763 projetos, sendo 262 deles premiados. Empresas de todo o país, públicas, privadas, de economia mista e de pequeno, médio e grande porte estão aptas a se candidatar (veja o regulamento). Os trabalhos podem ser enviados até o final de julho. A cerimônia de premiação acontece em dezembro, quando serão divulgados os 11 vencedores. Na edição de 2015, devido à constatação de que cada vez mais empresas de pequeno e médio porte se destacam na promoção de inovações para a sustentabilidade, a Amcham decidiu reduzir a exigência de receita operacional bruta de no mínimo de R$ 5 milhões para R$ 2,4 milhõe. Empresas de faturamento (receita operacional bruta) entre R$ 2,4 e R$ 5 milhões poderão fazer inscrição gratuita (apenas uma inscrição por empresa). Para avaliar os trabalhos, a Amcham contará com um júri formado por mais de 50 especialistas, consultores, gestores e pesquisadores, através de uma análise online e confidencial. Em 2014, os vencedores na Modalidade ELIS (Estratégia, Liderança e Inovação para a Sustentabilidade) foram: AES, Itaú e Tetra Pak, entre as empresas de grande porte. Precon e Pontal venceram em pequeno e médio porte. Na Modalidade Práticas de Sustentabilidade, Beraca, Itaipu e Pontal – recebendo seu segundo troféu do dia – foram as vencedoras na categoria Processos. Rhodia, Raízen e novamente a Precon foram as vencedoras na categoria Produtos e Serviços. Mais informações no site www.premioeco.com.br. (#Envolverde)


por Redação da Envolverde
vivaamatacapa

Confira a programação do Viva a Mata 2015

O Rio de Janeiro receberá pela primeira vez o “Viva a Mata – Encontro Nacional pela Mata Atlântica”, evento da Fundação SOS Mata Atlântica que vai promover uma série de atividades entre os dias 9 e 17 de maio, das 9h às 18h, no Jardim Botânico. Depois de 10 edições realizadas em São Paulo, o Viva Mata estreia em novo formato, mas com o mesmo objetivo: comemorar o Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio) promovendo a troca de experiências entre os que lutam pela conservação da floresta e sensibilizando os cidadãos sobre a importância de cuidar do meio ambiente. O Viva a Mata tem patrocínio do Bradesco Seguros e Bradesco Capitalização, e conta com apoio da Tam, Rede Globo, Meu Rio, Brasil Kirin, além do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Programação diversificada e gratuita: Atrações culturais, palestras, seminários e oficinas integram evento Gratuita e aberta ao público, a 11ª edição terá uma programação renovada. Além das atividades de educação ambiental, passeios e atrações culturais, integradas ao projeto “A Mata Atlântica é Aqui”, um seminário trará ao público debates atuais sobre temas de grande relevância, como a situação das nossas águas, dados inéditos sobre a Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro, a poluição na Baía de Guanabara e a importância das áreas naturais para a saúde e qualidade de vida nas cidades. O encontro, que será realizado no dia 14 (quinta-feira), das 9h às 19h, no Teatro Tom Jobim, contará com a presença de diversos especialistas que se dividirão em painéis de acordo com os temas Mar, Cidades, Água e Clima. Para acompanhar os painéis, os interessados já podem conferir a programação e realizar a inscrição no link: bit.ly/vivaamata2015. Nos dias 12 e 13, uma série de reuniões temáticas serão realizadas também no Teatro Tom Jobim, como um encontro que debaterá os Planos Municipais da Mata Atlântica (PMMA) e que contará com o lançamento do PMMA do Rio de Janeiro. No dia 13, haverá ainda o “Encontro dos Secretários de Meio Ambiente dos Estados da Mata Atlântica”, que pela primeira vez se reunirão para debater a situação da Mata Atlântica e metas para que se alcance o desmatamento zero no bioma. Já no dia 15, o seminário “Desafios para a implementação do novo Código Florestal” reunirá na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro um representante da sociedade civil de cada Estado e os deputados coordenadores das Frentes Parlamentares Ambientalistas Estaduais para avaliar os entraves e as soluções para a implantação do Código Florestal. O encerramento do Viva Mata 2015 será no dia 17, com uma mobilização para plantio de mudas em uma área do Parque Nacional da Tijuca. Os detalhes serão divulgados em breve, aqui no site da Fundação. A ação vai simbolizar a restauração que a SOS Mata Atlântica fará em uma área de manancial como presente para a cidade do Rio de Janeiro pelos seus 450 anos. Lazer e educação ambiental A programação de lazer e educação ambiental ficará por conta do projeto “A Mata Atlântica é Aqui”, mais conhecido como Caminhão da SOS Mata Atlântica, que também marcará presença no Jardim Botânico, abrindo mais um ano de atividades. A programação inclui passeios guiados, jogos e brincadeiras, palestras sobre meio ambiente, contação de histórias, apresentações teatrais, oficinas e muitas outras atividades. Para algumas das atividades, como os passeios, é necessária inscrição e as vagas são limitadas. Os participantes das palestras também receberão um certificado. O projeto “A Mata Atlântica é Aqui” é viabilizado pelo Ministério da Cultura do Governo Federal, por meio do Fundo Nacional de Cultura e da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Repsol Sinopec Brasil, e parceria do “Grumaluc – Teatro de Bonecos” e “Kiara Terra – Contadora de histórias”. Serviço Viva a Mata – Encontro Nacional pela Mata Atlântica Data: 09 a 17 de maio de 2015, das 9h às 16h; 14 de maio, das 9h às 19h30 Local: Jardim Botânico do Rio de Janeiro – Rua Jardim Botânico, 1008. Informações e inscrições: bit.ly/vivaamata2015 * Publicado originalmente no site SOS Mata Atlântica.


por Redação do SOS Mata Atlântica

acesse todas as notícias

Para enviar sua dica ou opinião, preencha o formulário abaixo:

Nome (obrigatório)

E-mail (obrigatório)

Dica/Opinião




Copyright © 2009 Envolverde. Todos os direitos reservados.