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Notícias

Instituto CarbonoBrasil encerra suas atividades jornalísticas


por Instituto CarbonoBrasil

Comentário do Diretor de Redação da Envolverde, Dal Marcondes: Muito triste essa notícia. Há muitos anos venho batendo na tecla sobre a necessidade de um modelo de financiamento à informação no Brasil. Já fui acusado, inclusive, de "querer mamar nas tetas do governo". Mas o que precisamos é garantir o acesso da sociedade a um direito fundamental, o direito à informação. O chamado "MERCADO" não tem interesse na informação especializada, que não atrai milhões de pessoas. Para ele o que importa é o "custo por mil". Nas agências de publicidade a pergunta é sempre "quantos leitores vocês atingem?". Não importa a qualidade do conteúdo ou das pessoas que o leem.  Não vamos mais poder contar com o jornalismo de qualidade produzido pela equipe do Carbono Brasil. Isso significa o empobrecimento da cobertura principalmente sobre mudanças climáticas, o ponto alto das pautas desse instituição em matérias assinadas pelos colegas Fabiano Ávila e Jéssica Lipinski. O risco de encerramento das atividades assombra muitas outras publicações da área de jornalismo ambiental. E o problema não é apenas o encerramento das atividade, a falta de financiamento afeta em muito a qualidade do jornalismo praticado por esses meios, que sobrevivem mais por teimosia de seus editores do que por um modelo de negócio capaz de manter a roda do jornalismo girando. Quero deixar minha solidariedade à equipe do Carbono Brasil, que sem dúvida escreveu um belo capítulo na história do Jornalismo Ambiental Brasileiro. Quero aproveitar também esses colegas para estarem presentes no VI Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, em São Paulo, no ano que vem para contar essa história e participar de um debate mais profundo sobre como financiar o jornalismo ambiental no Brasil. Em meu nome e de toda a equipe da Envolverde, toda a solidariedade com a equipe do Instituto carbono Brasil!!! ___________________________________________________________________________________________________ Este é o editorial que nunca pensamos que iríamos escrever: o portal de notícias do Instituto CarbonoBrasil deixará de existir a partir desta semana. É uma decisão que foi muito dura de ser tomada, mas que se faz necessária diante da ausência de patrocinadores e anunciantes para o portal. Já há meses trabalhávamos sem uma fonte fixa de financiamento, sempre na esperança de que em breve conseguiríamos algo novo, porém se tornou inviável manter o site no ar por mais tempo. Vale destacar que o Instituto CarbonoBrasil continuará seu trabalho de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para redução de emissões de gases do efeito estufa, sendo que o portal será modificado e em breve apresentará essas soluções. Trabalhamos com muita seriedade e correção nos últimos dez anos, abordando temas que ainda hoje poucos veículos cobrem de forma diária, como mudanças climáticas e mercados de carbono. Temos literalmente milhares de notícias em nosso banco de dados, assim como centenas de páginas de conteúdo fixo explicativo, como glossário de siglas e definições. Principalmente na questão climática fomos pioneiros absolutos. Acompanhamos, desde 2004, os altos e baixos das negociações internacionais, dos relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e das pesquisas científicas. Fizemos centenas de entrevistas, trazendo informações que de outra forma não chegariam às pessoas. Acreditamos no nosso formato, de notícias sérias e com embasamento em estudos, evitando matérias no estilo “dez maneiras de tornar seu gato mais sustentável”. Talvez esse modelo mais rígido tenha sido um erro, ao reduzir o número de leitores em potencial, mas não nos arrependemos e temos muito orgulho de uma década de bom jornalismo. Informamos uma enorme quantidade de pessoas, que hoje estão mais conscientes com relação à crise climática, aos desafios da energia, aos pagamentos por serviços ambientais, ao REDD etc. Novos desafios nos aguardam. Esperamos encontrar espaços para continuar promovendo a divulgação científica, a transferência de conhecimento e a promoção dos bons exemplos que tentam direcionar o mundo para um futuro mais sustentável. Agradecemos o apoio de nossos leitores durante todos esses anos. Equipe de Comunicação do Instituto CarbonoBrasil * Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.  
Brasil ainda não ratificou o Protocolo de Nagoya, o que pode prejudicar os interesses nacionais no campo da biodiversidade. Foto: Fábio Grison/ Wikimedia Commons

Ambiente

Protocolo de Nagoya vai entrar em vigor sem o Brasil


por Clarissa Neher, da Deutsche Welle

[caption id="attachment_92977" align="alignright" width="447"] Brasil ainda não ratificou o Protocolo de Nagoya, o que pode prejudicar os interesses nacionais no campo da biodiversidade. Foto: Fábio Grison/ Wikimedia Commons[/caption] O acordo sobre biodiversidade estabelece regras para uso dos recursos e divisão dos lucros obtidos. Devido à oposição da bancada ruralista, Brasil está de fora Em outubro, 50 países e a União Europeia (UE) vão se reunir para definir pontos em aberto de uma importante arma no combate à biopirataria, o Protocolo de Nagoya. O Brasil, entretanto, ficará de fora dessas negociações porque ainda não ratificou o documento, o que pode prejudicar os interesses nacionais. "Ao não participar, o Brasil vai ter dificuldades para defender seus interesses. Um país como o Brasil, que é tão complexo, grande e onde a biodiversidade é tão importante, não poderia ficar a reboque das decisões de outros países", opina o secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD) da ONU, Bráulio Ferreiras de Souza Dias. O primeiro encontro dos países-membros da CBD que ratificaram o protocolo será realizado durante a reunião da Conferência das Partes – órgão decisório máximo da CDB – que acontece em outubro na Coreia do Sul. Na reunião serão discutidas regras e procedimentos para o cumprimento do protocolo, mecanismos para sua implementação e financiamento, além de questões que não estão bem definidas no texto. "Nós temos a maior biodiversidade do mundo, mas, além disso, nosso setor agrícola depende de espécies que não são nativas, por isso seria do nosso interesse estar lá para discutir como isso vai ser regulamentado", afirma o biólogo Carlos Joly, da Unicamp, que integra a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos. Joly cita o desenvolvimento de novas variedades de espécies, que eventualmente precisariam de recursos genéticos de espécies vindas de outros países, como exemplo de um ponto que não está totalmente claro no texto, apesar de representantes da ONU afirmarem que essa regulamentação não cabe ao protocolo. "Vamos ver outros países, até menos importantes do ponto de vista da biodiversidade, tomando decisões. Vamos acabar tendo que cumprir coisas muito difíceis de serem mudadas no futuro", opina a secretária-geral do WWF Brasil, Maria Cecília de Brito. Oposição do setor agropecuário Argumentos ligados à agricultura estão sendo usados para barrar a ratificação do protocolo no país. Em junho de 2012, o documento foi enviado pela Presidência da República ao Congresso Nacional. Mas, devido a pontos considerados polêmicos pela bancada ruralista, pouco aconteceu desde então. Quem é contra o protocolo afirma que ele prejudicaria o setor agropecuário, pois quase todas as plantas e animais de interesse da agropecuária brasileira, principalmente os destinados à exportação, como soja e gado, são provenientes de outros países. Os oposicionistas alegam que, ao aceitar o acordo, o Brasil teria que pagar royalties por essas espécies. Mas ambientalistas contestam essa posição afirmando que o protocolo não é retroativo, ou seja, ele engloba somente o que for criado depois que ele entrar em vigor. Além disso, os recursos utilizados na alimentação são regulamentados pelo Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura. Para o diretor de políticas públicas do Greenpeace, Sérgio Leitão, o país é o maior prejudicado com a decisão dos ruralistas. "O Brasil se coloca na posição vergonhosa de não ter o texto ratificado e com um grande prejuízo para a defesa daquilo que é seu principal ativo: suas florestas, conhecimentos tradicionais e a riqueza que conseguiu preservar ao longo de sua existência", reforça. Segundo o assessor especial do Ministério do Meio Ambiente, Luiz Antônio Carvalho, o governo está se esforçando para esclarecer as dúvidas do agronegócio sobre o protocolo e tem grandes expectativas de que o documento seja ratificado em breve. Acesso e divisão O Protocolo de Nagoya estabelece regras de acesso a recursos da biodiversidade, como também a divisão dos lucros gerados por esses meios. Ele evita, por exemplo, que uma empresa estrangeira patenteie recursos originários do Brasil, como aconteceu com o açaí, patenteado por uma companhia japonesa. Além disso, o documento determina que os países detentores de recursos genéticos da biodiversidade ou onde vivam comunidades com conhecimentos tradicionais recebam parte dos lucros gerados com a venda de produtos desenvolvidos a partir desses recursos ou conhecimentos. "Ele deve ser visto com um instrumento que protege os interesses dos detentores da biodiversidade, como também ajuda a dar segurança jurídica para os investimentos em pesquisa e tecnologia e na comercialização de produtos derivados da biodiversidade", completa Dias. A promotora do Ministério Público do Distrito Federal, Juliana Santilli, reforça que o protocolo garante que as legislações nacionais sobre biodiversidade sejam respeitadas, pois ele garante a soberania dos países para regulamentar o acesso a seus recursos. Além disso, Santilli lembra que mesmo os países que não ratificaram o protocolo são obrigados a seguí-lo ao negociar com países que o aderiram. O tratado entra em vigor no dia 12 de outubro e será valido para os 51 membros da Convenção sobre Diversidade Biológica que ratificaram o acordo, entre eles Índia, Indonésia, México, Peru, África do Sul, União Europeia, Espanha, Dinamarca, Uruguai e Vietnã. * Edição: Alexandre Schossler. ** Publicado originalmente na Deutsche Welle e retirado do site Carta Capital.
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Ambiente

Depois de anos de queda, emissões de gases de efeito estufa dão sinais de voltar a subir


por Observatório do Clima

[caption id="attachment_100308" align="alignright" width="400"] Foto: http://www.shutterstock.com/[/caption] Observatório do Clima aponta para tendência do Brasil reverter o cenário de queda nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), colocando em risco seu papel nas negociações internacionais e no contexto pós-2020, além de colocar em dúvida a competitividade econômica e a capacidade de resposta do país à mudança do clima no futuro próximo. O período de reduções drásticas nas emissões brasileiras de gases de efeito estufa (GEE) pode estar no fim, como apontam os documentos da Análise do Panorama Atual de Emissões Brasileiras - Tendências e Desafios, do Observatório do Clima, elaborados a partir de seu Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (SEEG). A queda de mais de 70% nas taxas de desmatamento na Amazônia, que ajudaram o Brasil a baixar sua participação nas emissões globais de 6,2% em 2004 para 2,9% em 2012, colocou o país em boa posição para iniciar as discussões do novo acordo global de clima, que irá substituir o Protocolo de Quioto depois de 2020. Em 2012, as emissões globais aumentaram 7%. Mas as estimativas geradas pelo Observatório do Clima apontam uma clara tendência de crescimento nas emissões de GEE dos setores de energia, transportes, agropecuária, indústria e resíduos sólidos. E vale ressaltar que as estimativas do Observatório do Clima ainda não captam o aumento do desmatamento na Amazônia no ano passado. Há portanto, uma forte indicação de que podemos chegar a 2020 com emissões em ascensão. “O Brasil deverá cumprir a meta voluntária de redução de emissões fixada em 2010 para 2020. Mas seguindo a trajetória atual, é provável que nos próximos anos reduções adicionais do desmatamento sejam inferiores ao aumento de emissões nos demais setores, levando a um novo período de crescimento”, alerta Tasso Azevedo, coordenador do SEEG. Além da queda do desmatamento que se verificou durante alguns anos no Brasil, as taxas de crescimento econômico bem abaixo do projetado pelo governo federal nas políticas de clima também vão ajudar: “As metas brasileiras de redução de emissões foram definidas em 2010 com base em um crescimento médio anual da economia de 4% a 5%, bem distante da realidade de nossa matriz energética”, acrescentou Azevedo. Quando se excluem as emissões de Mudança de uso da Terra entre 1990 e 2012, só houve redução de emissões no Brasil no ano de 2009, em consequência da crise econômica global, deflagrada no segundo semestre de 2008. Já em 2010 as emissões voltaram a crescer um ritmo superior ao de 2008 e seguiram nesta tendência até 2012. E o desmatamento da Amazônia, que por anos foi a principal fonte de emissões brasileiras e representou cerca de 70% do total nos anos 90, caiu para 32% em 2012, se equiparando aos setores de energia e agropecuária, com 30% cada um. “Mesmo com a redução de emissões observada nos últimos anos, o Brasil está entre os maiores emissores mundiais e deve assumir sua responsabilidade para o enfrentamento do problema nas próximas décadas”, afirmou Carlos Rittl, Secretário Executivo do Observatório do Clima. No período pós-2020, todos os grandes emissores terão que realizar cortes profundos em suas emissões para que seja possível limitar o aquecimento global a níveis seguros. Isto irá exigir um esforço muito maior dos países que mais emitem GEE: "É necessário planejar e investir em um modelo de desenvolvimento baseado em reduções progressivas de emissões. No Brasil, não temos ainda esta visão de longo prazo. O país está acomodado e ficando para trás em investimentos em uma economia de baixo carbono," acrescentou Rittl. Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em 2013, a China investiu US$ 54 bilhões em energias renováveis (exceto grandes hidrelétricas). Os investimentos dos EUA somaram US$ 34 bilhões. Índia e África do Sul investiram US$ 6 e US$ 5 bilhões, respectivamente. Já o Brasil reduziu seus investimentos no setor de US$12 bilhões em 2008, para apenas US$ 3 bilhões em 2013 - quase 75% de redução no volume de investimentos nestas fontes de energia. O Observatório do Clima cobra do governo federal a aplicação do que determina a lei 12.187, de 2009, que estabeleceu a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), em seu parágrafo 11: que todos os princípios, objetivos, diretrizes e instrumentos das políticas públicas e programas governamentais devem compatibilizar-se a PNMC. Em julho de 2014, o Observatório do Clima apresentou ao Ministério de Relações Exteriores sua visão sobre os princípios e critérios que deverão nortear a definição da meta brasileira de redução de emissões para o período pós-2020. "Até 2030, o Brasil terá que reduzir suas emissões a níveis muito inferiores aos atuais. Isto significa promover uma profunda transformação em nossa economia. O país precisa enfrentar este desafio desde já, preparando-se para um cenário em que terá que assumir compromissos significativos de corte de emissões junto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima no pós-2020", concluiu Rittl. O Observatório do Clima faz uma série de recomendações para que o Brasil reduza as suas emissões de forma compatível com o sua responsabilidade sobre o problema, sua capacidade e o que requer o IPCC para que limitemos o aquecimento global a 2°C, dentre elas: zerar as emissões por desmatamento, neutralizar as emissões na agropecuária, reverter a queda da participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira, recuperar áreas degradadas e desmatadas para ampliar a captura de carbono e universalizar o tratamento biológico de resíduos sólidos e esgoto no Brasil com aproveitamento do biogás e dos materiais recicláveis. Confira abaixo as análises separadas por setor: Agropecuária Energia Indústria Resíduos Mudanças do Uso da Terra   * Publicado originalmente no site Observatório do Clima.
Rio Paraíba do Sul. Foto: Zig Koch / Banco de Imagens ANA

Ambiente

Acordo entre estados do Paraíba do Sul prevê garantia de abastecimento de água


por Cláudia Dianni, da ANA

[caption id="attachment_119336" align="alignright" width="367"] Rio Paraíba do Sul. Foto: Zig Koch / Banco de Imagens ANA[/caption] O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciaram na segunda-feira (18) um acordo fechado com os três estados que dividem a bacia do rio Paraíba do Sul (SP,RJ e MG) para garantir o abastecimento nos 37 municípios que captam água diretamente na calha do rio e para prolongar a vida útil dos reservatórios no atual período seco, que termina em novembro. De acordo com o anúncio feito pela ministra Izabella, ontem (18) no final da tarde em entrevista coletiva no ministério do Meio Ambiente, a vazão afluente à barragem de Santa Cecília será reduzida dos atuais 165m³/s para 160 m³/s a partir do dia 10 de setembro. O prazo se justifica para que municípios possam implementar medidas necessárias de ajustes em suas captações de água. No reservatório do rio Jaguari, em São Paulo, de gestão hídrica estadual, a vazão defluente, que foi reduzida de 30m³/s para 10m³/s pela Cesp, o agente operador da barragem, no dia 06/08, será aumentada para 43m³/s a patir do dia 20 de agosto. No reservatório de Paraibuna, no trecho paulista do rio Paraíba do Sul, de gestão hídrica federal, a vazão defluente, que foi aumentada de 62m³/s para 80m³/s pelo Operador Nacional de Sistema Elétrico (ONS) a patir do dia 09 de agosto, a pedido da ANA, para compensar a redução no Jaguari, será reduzida para 47m³/s, também a partir do dia 20 de agosto. De acordo com a ministra, 37 municípios captam água na calha do rio Paraíba do Sul para abastecimento, sendo 26 no Rio de Janeiro e 11 em São Paulo. No estado de Minas Gerais, 88 municípios são afetados indiretamente pela vazão do Paraíba do Sul, pois captam em seus afluentes. Participaram da reunião, o secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Portinho; o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Mauro Arce; o secretário de Energia de São Paulo, Marco Antonio Moriz; o secretário-adjunto de Meio Ambiente do Minas Gerais e presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul, Danilo Vieira Júnior; o diretor geral do ONS, Hermes Chipp; a presidente do Instituto do Meio Ambiente do Rio de Janeiro (Inea), Isaura Frega e a diretora geral do Instituto Mineiro das Águas (Igam), Marília Melo. Os secretário vão voltar a se reunir em meados de setembro para avaliar o cenário. * Publicado originalmente no site Agência Nacional de Águas.


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Essa conta entre o que é produzido e o que consumimos é calculada pela pegada ecológica
Foto: lubasi

Os 10 países com as maiores pegadas ecológicas

[caption id="attachment_119346" align="aligncenter" width="450"] Essa conta entre o que é produzido e o que consumimos é calculada pela pegada ecológica Foto: lubasi[/caption]   A cada ano os recursos naturais do planeta duram menos. Atualmente, 85% da população mundial vive em países que demandam mais da natureza do que os seus ecossistemas podem renovar. Em menos de oito meses, a humanidade conseguiu consumir todos os recursos naturais gerados pela Terra para 2014. Isto significa que já estamos em dívida ecológica: estamos gastamos mais do que a Terra é capaz de repor. Essa conta entre o que é produzido e o que consumimos é calculada pela pegada ecológica. Ela mede a quantidade de recursos naturais biológicos renováveis (como grãos, vegetais, carne, peixes, madeira e fibra, energia renovável entre outros) que estamos utilizando para manter nosso estilo de vida - e se esse consumo está dentro da capacidade ecológica do planeta. Segundo dados da Global Footprint Network (GFN), entidade que mede a pegada ecológica de pessoas, cidades e países, seriam necessários 1,5 planeta para produzir os recursos ecológicos necessários para suportar a atual pegada ecológica mundial. Alguns países são mais responsáveis do que outros por esse déficit. Os Emirados Árabes e seu petróleo ocupam o 1º lugar no ranking das maiores pegadas, com 10,7 hectares globais. Já o Brasil tem só 2,9 hectares globais, uma consequência de sua vasta biodiversidade. Hectares globais é a unidade de medida usada para medir a pegada ecológica. É uma forma de traduzir a extensão de território que uma pessoa, cidade, país, região ou população mundial utiliza, em média, para suprir suas demandas de consumo: produtos, bens e serviço. Veja a seguir quais são os 10 países com as maiores pegadas: [gallery ids="119347,119348,119349,119350,119351,119352,119353,119354,119355,119356"]   * Publicado originalmente no site EcoD. 


por Redação do EcoD
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R$ 300 mil para proteção do mar e costa

  A Fundação SOS Mata Atlântica lançou um edital que destina até R$ 300 mil para projetos de conservação das zonas costeiras e marinhas sob influência da Mata Atlântica. O objetivo é proteger a biodiversidade e os patrimônios naturais, históricos e culturais nas áreas litorâneas associadas ao bioma, bem como contribuir para o desenvolvimento e melhoria na qualidade de vida das comunidades destas regiões. O edital conta com patrocínio da Repsol Sinopec e Anglo American. Acesse aqui o Edital. Voltado para associações, fundações, ONGs e OSCIPs, o edital receberá propostas em duas linhas de apoio. A primeira visa focar o fortalecimento, implantação e apoio à criação de Unidades de Conservação (UCs) marinhas, como parques e reservas (por exemplo, o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras, Área de Proteção Ambiental da Costa dos Corais, entre outros). Já a segunda apoiará negócios e atividades sustentáveis que fomentem a geração de trabalho e renda, uso público (como turismo), exploração e manejo sustentável de espécies e preservação de recursos marinhos e costeiros. Dentro dos requisitos, cada proposta deverá ter o valor máximo de R$ 50 mil para a primeira linha e R$ 40 mil para a segunda. Interessados deverão conferir os requisitos no edital e enviar suas propostas até o dia 27 de outubro de 2014. Programa já investiu mais de R$ 2 milhões na proteção do mar e costa É no litoral que se concentra cerca de 2/3 da população brasileira. Os ambientes costeiros e marinhos são extremamente importantes tanto em termos de biodiversidade e serviços ambientais como de bem estar humano. “Apesar da importância do mar, o Brasil tem apenas cerca de 1,5% de sua costa sob algum regime de proteção, é preciso reverter esse quadro. Os seis editais já lançados pela SOS Mata Atlântica direcionaram recursos para mais de 30 projetos, beneficiando 17 Unidades de Conservação em 8 Estados. Isso representou um investimento de mais de R$ 2 milhões em projetos de conservação, e os esforços vão continuar”, explica Diego Igawa Martinez, biólogo do Programa Costa Atlântica da Fundação. O programa existe desde 2006 e apoia o poder público e organizações da sociedade civil por meio do Fundo Costa Atlântica e do Fundo de Apoio às Unidades de Conservação Marinhas. O primeiro aposta em projetos de criação e consolidação de UCs marinhas e em iniciativas que aliem o uso responsável dos recursos naturais à conservação da biodiversidade. O segundo conta com a participação de doadores, pessoas físicas e jurídicas, para apoiar diretamente uma área marinha protegida e garantir a proteção, gestão e sustentabilidade no longo prazo. Saiba mais sobre o Costa Atlântica. * Publicado originalmente no site SOS Mata Atlântica.


por Redação da SOS Mata Atlântica
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Sudão do Sul caminha direto para a fome e a anarquia

[caption id="attachment_119299" align="aligncenter" width="529"] Mulher mói o grão que recebeu de organismos humanitários em um centro de refugiados em Mingkaman, no Sudão do Sul. Mais de 1,5 milhão de pessoas fugiram dos combates nesse país africano e dependem das agências de ajuda para terem alimento, abrigo e proteção. Foto: Andrew Green/IPS[/caption]   Juba, Sudão do Sul, 20/8/2014 – O Sudão do Sul deixou passar outra oportunidade para a paz e, em seu lugar, os líderes dos dois lados em guerra permitiram que o país continue firme em seu caminho para a fome e a anarquia. O dia 10 deste mês foi a data limite para que as delegações do presidente Salva Kiir e de seu outrora vice-presidente e atual líder insurgente, Riek Machar, apresentassem uma proposta final para um governo de transição e de unidade, que acabasse com o conflito iniciado em dezembro. No entanto, esse final de semana só trouxe mais combates que agravaram a desesperada situação de segurança alimentar deste país da África oriental fundado em 2011. A comunidade internacional alertou que a fome pode chegar em dezembro. Pelo menos 1,1 milhão dos pouco mais de dez milhões de habitantes sofrem escassez de alimentos de emergência. E até que os combates cessem, os organismos humanitários não terão acesso às dezenas de milhares de pessoas que necessitam de sua ajuda. Não há indícios de um cessar-fogo no curto prazo. No dia 12, durante visita de uma delegação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Sudão do Sul, a embaixadora norte-americana, Samantha Power, disse que a informação em seu poder indicava que estariam entrando “mais armas neste país a fim de preparar o terreno para outra batalha”. No começo deste mês um grupo de combatentes que não segue as ordens de nenhum dos dois lados em disputa localizou e executou seis trabalhadores humanitários no Estado do Alto Nilo, perto da fronteira com o Sudão. As vítimas, todas nuer, foram escolhidas por seu grupo étnico, o que revela a divisão tribal que o conflito fomenta. É possível que, quando finalmente as duas partes sentarem para negociar em Adis Abeba, escrevam uma solução para uma situação que já não tem controle algum. O conflito começou com uma disputa política entre Kiir e Machar sobre quem controlaria o partido governante Movimento de Libertação Popular do Sudão. Mas a escaramuça avivou rapidamente as tensões étnicas enquanto se propagava pela metade oriental do país. A violência posterior se caracterizou pelas violações dos direitos humanos. “Os ataques contra civis e a destruição e saque de suas propriedades formam a base de como se lutou esta guerra”, explicou à IPS a pesquisadora da organização Human Rights Watch, Skye Wheele. Os combatentes dispararam contra pacientes em camas de hospitais e massacraram refugiados em uma mesquita e nas bases da ONU. Pelo menos dez mil pessoas morreram e mais de 1,5 milhão foram deslocadas. O assassinato dos trabalhadores humanitários e de outras pessoas pertencentes à etnia nuer no condado de Maban, no Alto Nilo, podem indicar a transição do conflito para uma etapa mais volátil. Maban, que abriga dezenas de milhares de refugiados, estava relativamente à margem dos conflitos. Mas isso não impediu que um grupo armado local, a autônoma Força de Defesa Mabanesa, matasse os civis nuer. A missão da ONU no Sudão do Sul alertou em um comunicado de imprensa que Maban corre o risco de “cair na anarquia. Sem um acordo de paz legítimo, essa anarquia poderia facilmente se espalhar para outras regiões do país, na medida em que as comunidades decidam fazer justiça com as próprias mãos. “Vimos como o abuso gerou mais violência e mais abusos durante os ataques de represália contra civis”, contou Wheeler. Durante o final de semana dos dias 9 e 10 soube-se que outro grupo armado marcou presença em Maban para se vingar dos assassinatos anteriores. As repercussões dos assassinatos de Maban poderiam ser maiores. Os moradores das áreas em conflito, além das dezenas de milhares de refugiados, são quase completamente dependentes da ONU e das organizações não governamentais para sua alimentação, abrigo e proteção. As Nações Unidas calculam que as agências de ajuda vão precisar de US$ 1,8 bilhão para atender 3,8 milhões de pessoas antes do final deste ano. Até o momento foi arrecadado pouco mais da metade dessa quantia. Embora a situação ainda não cumpra os critérios técnicos para a fome ser declarada, “existe um sofrimento extremo”, apontou à IPS Sue Lautze, diretora da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura no país. O sofrimento será maior se os trabalhadores humanitários se converterem em alvos da guerra. Em Maban, uma equipe da Medair, uma organização que presta serviços de emergência, está encarregada das estações de água potável e outras necessidades de saúde e higiene para as 60 mil pessoas da localidade, incluindo os refugiados do acampamento de Yusuf Batil, e a população dos arredores. Sua diretora no país, Anne Reitsema, observou à IPS que os ataques mostraram uma “total falta de respeito pelos atores humanitários”. Após o ataque, a Medair retirou temporariamente de Maban vários membros de seu pessoal. Reitsema alertou que a violência “tornou muito difícil para a realização do nosso trabalho”. O problema é que não há mais ninguém que o faça. A crescente violência, a possível fome e o prazo que se deixou passar podem ser usados como elementos que “envergonham” as duas partes de tal forma que tenham de adotar um acordo duradouro, opinou Jok Madut Jok, analista do Instituto Sudd, um centro de pesquisas sudanês. E isso já está acontecendo. A comunidade internacional ameaçou com sanções econômicas, uma vez mais. Essa estratégia ainda não funcionou. Estados Unidos e União Europeia já sancionaram um líder militar de cada lado do conflito. Mas a comunidade internacional não tentou mais nada. Por isso, Jok espera que se perca mais prazos sem que se consiga algo. “As conversações de paz têm a ver com o que cada um deles espera obter delas, e não com a paz em si”, ressaltou à IPS. Envolverde/IPS


por Andrew Green, da IPS
Dois barcos de caça de baleias rorquais comuns no porto de Reikjavik prestes a zarpar. Foto: Lowana Veal/IPS

Caça às baleias tem duvidosos benefícios para a Islândia

[caption id="attachment_119303" align="aligncenter" width="529"] Dois barcos de caça de baleias rorquais comuns no porto de Reikjavik prestes a zarpar. Foto: Lowana Veal/IPS[/caption]   Reikjavik, Islândia, 20/8/2014 – Os caçadores das baleias rorquais comuns da Islândia enfrentam no último ano crescente rejeição à sua atividade. Apesar disso, os baleeiros zarparam novamente em meados de junho para sua primeira caça do verão boreal. No dia 14 deste mês, já haviam capturado 80 exemplares. O que ocorre com estas baleias uma vez que chegam à Islândia é, em parte, um mistério. O que se sabe é que as baleias rorquais (Balaenoptera physalus), também conhecidas como baleias aladas, são esquartejadas. Mas onde a carne é vendida? Quanto dinheiro rende a atividade para a economia nacional? Seus custos superam os ganhos? Toda carne de baleia é enviada para o Japão, o principal mercado da Hvalur hf, única companhia islandesa que caça esse tipo de baleia. Porém, esta companhia encontra grande resistência para transportá-las e teve que contratar um barco para fazer exclusivamente esse transporte , o que, sem dúvida, implica um custo adicional. A IPS pôde confirmar o destino final da carne de rorqual enviada ao Japão no começo deste ano. Dois meses depois de chegar ao território japonês, uma fonte desse país consultada pela IPS, que pediu anonimato, declarou: “Um colega me contou que a gordura de baleia ainda estava em câmaras frigoríficas na aduana de Osaka”. A embaixada do Japão em Reikjavic reconheceu que pelo menos alguma carne de rorqual é vendida em seu país, mas as cifras reais não estão disponíveis. No começo deste ano, um conjunto de organizações ambientalistas e defensoras dos animais da América do Norte começaram a pressionar as companhias da região para deixarem de comprar pescado da empresa islandesa HB Grandi, por seus vínculos com a Hvalur hf. Quase imediatamente, a companhia canadense-norte-americana High Liner Foods declarou que não compraria mais pescado da HB Grandi. Outras seguiram seus passos, entre elas a rede de alimentos Whole Foods dos Estados Unidos. Os ativistas também pediram ao presidente norte-americano, Barack Obama, que use a Lei Pelly, que permite estabelecer um embargo sobre parte ou toda a produção pesqueira de países cujas ações ignorem um tratado de conservação. Neste caso trata-se do Convênio Internacional para a Regulamentação da Caça de Baleias. Obama decidiu aplicar a lei, mas até agora mediante uma ação diplomática e não econômica. Washington não convidou a Islândia para a conferência internacional Nuestro Oceano, organizada pelos Estados Unidos em junho. Além do conhecido Acordo Pelly, também existem a emenda Packwood-Magnuson e a Lei de Gestão e Conservação Pesqueira Magnuson-Stevens, que habilita o presidente a impedir que uma frota estrangeira pesque em águas jurisdicionais dos Estados Unidos se considerar que o país envolvido diminuiu a efetividade de um programa de conservação internacional. Em 1984, Islândia e Estados Unidos assinaram um acordo pelo qual o primeiro obteria permissão de pesca em águas norte-americanas se concordasse em deter a caça de baleias. Por várias complicações, e apesar de a Islândia ter deixado de caçar baleias em grande escala em 1986, não pôde pescar em águas dos Estados Unidos até 1989 e só foram algumas poucas toneladas. Na última primavera boreal, a parlamentar Sigridur Ingibjorg Ingadottir, da Aliança Social Democrata, de centro-direita, e outros sete legisladores da oposição apresentaram uma resolução que ordena investigar as repercussões econômicas e comerciais da caça de baleias para a Islândia. Não houve tempo para discutir a iniciativa na sessão parlamentar que acabou em maio, mas Ingadottir revisa e atualiza a proposta para apresentá-la na sessão que começará no final de setembro. “Há duas questões principais na proposta. Uma tem a ver com os interesses comerciais e econômicos do país, e a segunda com a imagem da Islândia em nível internacional”, explicou à IPS. Segundo um informe publicado em 2010, entre “1973 e 1985, quando a Hvalur hf caçava baleias em grande escala, o processamento de baleias representava 0,07% do produto interno bruto. Mas não se conhece o aporte propriamente dito da atividade para a economia”. Estes números não incluem a baleia bicuda. Ingadottir, economista de profissão, considera que a cifra é muito baixa. “Naquela época, a caça de baleia era toda uma indústria e praticada de forma sistemática. Desde então apareceram diversas grandes empresas industriais e comerciais, por isso é provável que a cifra seja maior”, ressaltou. Gunnar Haraldsson, diretor do Instituto de Estudos Econômicos da Universidade da Islândia e um dos autores do informe, apontou à IPS que “o problema é que não há dados oficiais dos ganhos deixados pelo avistamento de baleias e por vários outros parâmetros, sendo necessário coletar esses dados específicos. Assim, devemos realizar um novo estudo se quisermos saber realmente quais são os ganhos (e os custos)”. A organização Whale Watching floresceu nos últimos anos e pelo menos 13 companhias organizam avistamentos de cetáceos. Entre 2012 e 2013, houve 45 mil novos interessados na atividade, e chegaram a ser cerca de 200 mil pessoas ao ano. Três parlamentares pediram uma investigação sobre a caça de baleias no outono boreal de 2012. Depois disso foi criada uma comissão para controlar a organização e seus argumentos para a caça de baleias, mas deu em nada. “A comissão nunca foi dissolvida, mas tampouco se reuniu desde que assumiu o novo governo” (em maio de 2013), afirmou à IPS Asta Einarsdottir, do Ministério de Indústria e Inovação. Einarsdottir explicou que a comissão era bastante grande e incluía representantes dos setores de conservação e avistamento, bem como da indústria de caça de baleias e de vários ministérios. De forma paralela, o conflito baleeiro acabou prejudicando o cordeiro islandês, que, nos últimos anos, foi exportado para os Estados Unidos e vendido na rede de comércios Whole Foods sob o nome Cordeiro Islandês. No ano passado, a empresa decidiu não comercializá-lo como islandês porque as atividades baleeiras do país lhe deram má reputação. Mas como não foi registrado o aumento de vendas esperado, foi preciso exercer uma forte pressão para convencê-los de que, de todo modo, continuassem vendendo a carne. Ingadottir foi franca ao perguntar: “Estão prejudicando nossos interesses? Estão protegendo um pequeno grupo em lugar do interesse nacional? O que protegemos na realidade com a caça de baleias? A Islândia deverá encontrar razões muito boas para manter a caça de baleias”, enfatizou. Envolverde/IPS


por Lowana Veal, da IPS
Os efeitos da mudança climática podem ser vistos no derretimento da geleira Collins, na Antártida.Foto: ONU/Eskinder Debebe

Aiea estuda impacto da mudança climática em regiões polares

[caption id="attachment_119379" align="alignright" width="350"] Os efeitos da mudança climática podem ser vistos no derretimento da geleira Collins, na Antártida.Foto: ONU/Eskinder Debebe[/caption] Projeto avalia também efeitos na superfície terrestre e nos ecossistemas aquáticos nas regiões de montanhas; aquecimento do planeta está a causar derretimento das geleiras. A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, está a estudar os impactos da mudança climática em regiões polares e de montanhas. Segundo a Aiea, estudos mostraram que essas áreas representam duas das mais vulneráveis pela mudança do clima. Diferentes Os especialistas explicam que apesar dessas áreas serem geograficamente muito diferentes, as regiões mais frias compartilham das mesmas características. A mudança climática está a ter um impacto drástico e rápido sobre essas regiões, por exemplo, na diminuição das geleiras, em muitos casos o próprio desaparecimento. Além disso, eles citam as calotas polares que estão a derreter num ritmo preocupante, a levar ao aumento do nível do mar. A Aiea diz que os danos a esses meios ambientes não representam apenas fonte de preocupação para os cientistas e ambientalistas, mas para toda a comunidade internacional. Geleiras As autoridades alertam que comunidades que vivem em montanhas dependem das geleiras para extrair água potável, para agricultura, energia e turismo. O principal objetivo do projeto da Aiea é examinar o impacto da mudança climática na criosfera, área que descreve todos os elementos do sistema terrestre a conter água no estado sólido. Agora, os membros da Agência de Energia Atômica vão investigar o fenómeno nos seis continentes. Eles esperam que os dados e as conclusões desse estudo ajudem os países a lidarem com essa questão global, assim como, ajudar as regiões e as populações mais afetadas pela mudança climática. * Publicado originalmente no site Rádio ONU.


por Edgard Júnior, da Rádio ONU
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Países amazônicos discutem monitoramento integrado de recursos hídricos

Começou na terça-feira, 19 de agosto, o II Encontro Técnico Gestão de Rede Hidrometeorológica: Visão Participativa e Cooperação Técnica entre os Países Amazônicos. O evento é promovido pela Agência Nacional de Águas (ANA), pela Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC). O objetivo do Encontro é estimular o intercâmbio de informações e conhecimentos hidrometeorológicos entre os países amazônicos – Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela – no âmbito do Projeto Amazonas: Uma Ação Regional na Área de Recursos Hídricos. O evento acontece até 22 de agosto, em Brasília, nas sedes da ANA e do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM). Dos oito países que integram o GEF Amazonas, somente Colômbia e Venezuela não puderam enviar representantes para o II Encontro. As discussões do evento buscam planejar, por exemplo, quais países receberão equipamentos de monitoramento, como medidores de vazão e sondas multiparamétricas (para medição da qualidade da água). Esta parceria entre os países tem como um de seus objetivos a criação de uma rede de monitoramento dos recursos hídricos amazônicos que englobe sedimentos, qualidade e quantidade de água. Na abertura do evento, Paulo Varella, diretor da ANA, afirmou que a água desempenha um papel de integrador geográfico, pois não respeita fronteiras, e exige a parceria entre os países para gerenciá-la. “O compartilhamento de dados do monitoramento hidrológico é uma condição essencial para que tenhamos uma gestão compartilhada efetiva e eficaz”, destaca. Nesse sentido, o coordenador de Meio Ambiente da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, Antonio Matamoros, considera que “As ações de monitoramento da OTCA formam parte de um grande projeto de gestão integrada de recursos hídricos [na região amazônica]”. O diretor administrativo da Organização, Carlos Aragón, também apontou a importância do monitoramento para a gestão da água: “Monitorar é o meio para se gerir com eficácia os recursos hídricos.” Na programação do II Encontro Técnico Gestão de Rede Hidrometeorológica estão previstos apresentações técnicas sobre os avanços das redes de monitoramento nos países amazônicos; trabalhos em grupo para elaboração preliminar de uma proposta de monitoramento integrado; e visitas técnicas à Sala de Situação da ANA, à Sala de Situação do CENSIPAM e a uma estação de monitoramento na Fazenda Água Limpa, da Universidade de Brasília (UnB). Acesse aqui a programação completa do evento. Projeto Amazonas Realizado pela ANA, pela OTCA e pela ABC, o Projeto Amazonas: Uma Ação Regional na Área de Recursos Hídricos vem, desde 2013, desenvolvendo esforços para desenvolver uma relação técnica entre os países amazônicos no campo da gestão integrada de recursos hídricos, especialmente para assuntos relativos à criação de uma rede conjunta para monitoramento hidrometeorológico da Bacia Amazônica. O I Encontro Técnico Gestão de Rede Hidrometeorológica aconteceu de 12 a 16 de agosto de 2013 na ANA. Uma das conclusões apontadas foi a necessidade de se harmonizar os procedimentos relacionados a hidrometeorologia, telemetria, qualidade de água e sedimentos entre os países amazônicos. * Publicado originalmente no Agência Nacional de Águas.


por Raylton Alves, da ANA
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Série de animações aborda o tema “Consumo Consciente de Energia”

  A AES Eletropaulo e o Instituto Akatu lançam nesta quarta-feira (20/08) o primeiro vídeo da série Consumo Consciente de Energia (#SejaMaisConsciente). Com linguagem simples e acessível, a série oito animações revela os impactos individuais, sociais, econômicos e ao meio ambiente das escolhas de consumo relacionadas à energia. A animação “Caminhos da energia”, que inaugura a série, explica o processo de geração, transmissão e distribuição de energia e está disponível em http://youtu.be/A5VmHl9JAGw. Quinzenalmente será lançado um novo vídeo da série, que poderá ser acessada nas redes sociais da AES Eletropaulo e do Instituto Akatu e compartilhados com a hashtag #SejaMaisConsciente. Os próximos vídeos trarão informações sobre os benefícios do uso da lâmpada LED, o consumo de energia na iluminação e a utilização do chuveiro elétrico. O objetivo da parceria é fornecer informações de maneira lúdica e didática para que os cidadãos possam entender a relevância do uso consciente de energia e, também, conhecer os impactos de suas escolhas de consumo. Os vídeos permitem que as pessoas compreendam que a mudança de comportamento individual é fundamental para o processo de construção de uma sociedade mais sustentável. O vídeo “Caminhos da energia” também será apresentado durante a 4ª edição da Virada Sustentável, em São Paulo, acompanhando a programação audiovisual do evento. As exibições serão realizadas na Praça Victor Civita, no dia 29/08, às 20h; no dia 30/08, às 18h30; e no Largo da Batata, no dia 31/08, às 19h30. A série de animações também poderá ser utilizada sem fins comerciais em projetos educacionais com públicos jovens e adultos, para trabalhar diversas questões de sustentabilidade. “Estamos comprometidos em educar as gerações atuais e futuras sobre a importância do Consumo Consciente de Energia. Se queremos uma sociedade desenvolvida e mais sustentável para todos, é nosso papel contribuir de forma permanente para que isso aconteça. Um dos caminhos é por meio da informação, engajamento e iniciativas que contribuam para mudança de hábito de cada um” informa Paulo Camillo, Vice-Presidente de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade da AES Brasil. “Conteúdos audiovisuais como da série de animações Consumo Consciente de Energia (#SejaMaisConsciente) garantem que informações sejam disseminadas de forma lúdica e clara aos consumidores sobre os impactos de suas escolhas de consumo, e por isso têm alto potencial de promover mudanças de comportamento. O problema do consumo excessivo de energia – e o impacto negativo que essa prática tem sobre o meio ambiente e a economia – pode se transformar em uma oportunidade para tratar das práticas necessárias para se construir estilos mais sustentáveis de vida”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. Consumidores querem economia de energia Para a prática do consumo consciente, o uso de energia é importante tanto do ponto de vista do consumo residencial quanto para as escolhas do consumidor. O que mais os brasileiros admiram nas empresas é se elas estão comprometidas com a redução de consumo de energia. A escolha foi a campeã nas menções (90%) da Pesquisa Akatu – Rumo à Sociedade do Bem-Estar, que questionou 800 pessoas de 12 grandes cidades de todas as regiões do País sobre “O que elas preferem ou admiram na atuação das empresas e o que as fariam mudar de comportamento com relação a um produto”. * Publicado originalmente no site Akatu.


por Redação do Akatu

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