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Ambiente

Bons ventos e a garantia de um futuro limpo


por Luciano Dantas, do Greenpeace

[caption id="attachment_123507" align="aligncenter" width="550"] Instalações de energia eólica totalizaram 318GW no mundo todo até o final de 2013. Foto: ©Karuna Ang/Greenpeace[/caption]   A produção global de energia eólica pode atingir 2.000GW (gigawatts) até 2030, suprir entre 17 e 19% da necessidade elétrica mundial, gerar dois milhões de empregos e reduzir a emissão de dióxido de carbono em três bilhões de barris por ano. Esses são dados obtidos a partir de uma análise divulgada ontem (21) pelo GWEC (Conselho Global de Energia Eólica na sigla em inglês) e o Greenpeace Internacional. Para 2050, estima-se que a energia eólica seja responsável por 25 a 30% do abastecimento mundial. A análise leva em consideração dados apresentados pela AIE (Agência Internacional de Energia), levantados especialmente para este relatório. A ideia é mostrar como a geração de energia eólica pode oferecer, em nível de produção global, redução das emissões de CO2, geração de empregos e redução de custos e investimentos. “A partir da urgência em reduzir as emissões de CO2, a energia eólica surgiu como a opção de melhor custo-benefício, barateando a produção, reduzindo o nível de poluição global e garantindo o fornecimento de energia em todo o mundo”, afirma Steve Sawyer, diretor executivo do Conselho Global de Energia Eólica. A queima de combustíveis fósseis faz o setor energético responsável por mais de 40% das emissões de CO2 e 25% das emissões totais de gases que causam o efeito estufa. Para cumprir as metas de proteção climática, um dos principais focos deve ser a produção de energia. O potencial energético que a geração eólica apresenta é ideal para iniciarmos o processo de redução das emissões de carbono para manter o aumento da temperatura global a 2ºC ou menos. “As políticas de incentivo e as lideranças devem estar alinhadas nesse processo para que a produção de energia a partir de fontes limpas se fortaleça cada vez mais, visando alcançar um acordo climático na Conferência do Clima em 2015, em Paris”, disse Sven Teske, da campanha de energia do Greenpeace Internacional. Instalações de energia eólica totalizaram 318GW no mundo todo até o final de 2013 e a indústria está preparada para crescer mais 45GW até o fim de 2014. “Investir em novas renováveis, como a energia eólica e a solar, é o único caminho que temos para garantir que nossa crescente demanda por energia vá ser atendida sem que isso cause danos socioambientais, como as grandes hidrelétricas, ou pese no bolso do consumidor, como as térmicas”, afirma Barbara Rubim, da campanha de energia do Greenpeace Brasil. No Brasil, estima-se que a energia eólica seja responsável por 11,6% da produção energética e pela criação de 17 mil empregos em 2030. O caminho para chegar a esses números começou a ser traçado em 2009, com o primeiro leilão exclusivo para a fonte. Os frutos desse leilão já começaram a ser colhidos em 2013, quando a fonte eólica teve contratação recorde de 4,7GW, e um preço médio que desbancou as térmicas. * Publicado originalmente no site Greenpeace.
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Ambiente

Os sem água de São Paulo


por Roberto Malvezzi, Gogó*

A nordestina que assistia televisão começa a chorar quando vê o sofrimento de uma mulher paulistana da periferia, com a pia cheia de pratos, o vaso sanitário cheio de outras coisas, há dois dias sem tomar banho e sem saber como lidar com essa penúria de água. Essa história ouvi na cidade de Canudos nesse sábado passado, aqui no sertão da Bahia, local simbólico da luta nordestina pela terra e pela água. Quem me contou foi o Pe. Alberto, pároco da cidade, durante a romaria de Canudos que acontece todos os anos. Não queria estar na pele de Geraldo Alckmin quando essa eleição passar. Quando os "sem água” saírem às ruas, como fizeram em Cochabamba (Bolívia), em Rosário (Argentina) ou em tantas cidades nordestinas em outras épocas, a classe política vai conhecer o que é a fúria popular causada pela sede. Como se diz aqui pelo sertão "a fome e a sede tem cara de herege”. O sofrimento humano causado pela falta d’água se generaliza em todo o país. Primeiro como resultado de um processo histórico de degradação e maltrato para com nossos mananciais. Segundo pela incapacidade total de nossas autoridades que tem poder de decisão de ver o que acontece e tomar medidas preventivas contra o pior. Terceiro porque a questão eleitoral não permite o debate sério que a cidade de São Paulo e outras regiões do país – como o São Francisco - terão que tomar ao menos para sobreviver, causando até piedade de uma senhora nordestina que sabe o que é passar uma vida labutando por um pouco de água. Hoje, no sertão de Canudos, ela está muito melhor que a paulistana. O sofrimento humano deveria gerar solidariedade, não preconceitos e raivas. Prefiro a sensibilidade da nordestina de Canudos que todos os discursos feitos nessa eleição contra o Nordeste e seu povo. A voz das redes sociais, então, mesmo vindo de médicos, advogados, políticos, intelectuais, etc., espelha o que há de pior no ser humano. A lágrima da nordestina o que há de melhor no Nordeste e no povo brasileiro. Mas, Alckmin que se proteja. Basta um palito de fósforo e essa água pega fogo. * Roberto Malvezzi, Gogó, é da Equipe CPP/CPT do São Francisco. Músico. Filósofo e Teólogo. ** Publicado originalmente no site Adital.
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Inter Press Service - Reportagens

Custo e oportunidade do petróleo não convencional na Argentina


por Fabiana Frayssinet, da IPS

Añelo, Argentina, 22/10/2014 – A vida deste povoado da Patagônia argentina mudou para sempre, por ser o município mais próximo da maior jazida de petróleo e gás não convencionais da América Latina. Añelo agora tem cinco mil habitantes, o dobro de apenas dois anos atrás, e calcula-se que em 15 anos terá 25 mil moradores. A jazida de Loma Campana é parte da formação geológica de Vaca Muerta, cujos 430 mil quilômetros quadrados ficam na província de Neuquén e suas vizinhas. Mas a fratura hidráulica utilizada para extrair os hidrocarbonos da rocha alarma os ativistas ambientais e sociais. A IPS constatou no local como as opiniões se dividem entre os que defendem o progresso, que a seu ver o xisto trará, tanto para a região como para o país, e aqueles que alertam para os danos ao ambiente e à produção agrícola da região, decorrentes de um modelo energético baseado em uma fonte suja, em lugar das renováveis, das quais a Argentina também tem abundância. Envolverde/IPS Para assistir o vídeo (em espanhol) acesse aqui.
Foto: www.facebook.com/ciclovidas

Sociedade

As empresas, a bicicleta e a cidade


por Isaac Edington*

[caption id="attachment_117626" align="alignright" width="280"] Foto: www.facebook.com/ciclovidas[/caption] Empresas, pessoas e o meio ambiente são diretamente afetados pela forma como escolhemos nos mover pela cidade. O crescimento econômico e a qualidade de vida da cidade estão intimamente ligados a um sistema de transporte limpo e eficiente, que traz benefícios para todos. As empresas podem contribuir muito para a qualidade de vida na cidade e a saúde das pessoas. Adotar uma política que contemple a utilização de meios de transporte limpos e sustentáveis nos deslocamentos diários é um grande desafio das metrópoles da atualidade. É preciso que os setores empresariais comecem um processo de engajamento quanto aos benefícios do uso da bicicleta nas empresas. Melhorar o trânsito, reduzir a poluição e buscar qualidade de vida dependem de ações conjuntas de governo, empresas e cidadãos. No mês passado, começamos a contribuir com esse processo de engajamento, reunido as principais entidades empresariais do estado para dialogar com os baianos sobre como as empresas podem estimular o uso da bicicleta no dia a dia da organização. Estamos convencidos que inserir a bicicleta na política de transporte das empresas é o tipo de investimento certo, que motiva um ambiente de trabalho saudável e demonstra maior responsabilidade social, financeira e corporativa. O prefeito ACM Neto estabeleceu uma meta ambiciosa de prover a cidade com 350 quilômetros de circuitos cicloviários até o final de 2016. Estamos avançando, criando novos espaços para os ciclistas e, ao mesmo tempo, iniciamos um processo consistente de estímulo ao uso da bicicleta em nossa cidade por meio do Movimento Salvador Vai de Bike, além de forte atuação em ações de educação e conscientização, usando todas as plataformas de comunicação (rádio, jornal, internet, redes sociais e digitais, mobiliário urbano, outdoors, materiais gráficos promocionais). Esse é um processo importante, pois, mesmo com toda infraestrutura que está sendo criada, é necessário uma ampla conscientização de todos para compartilhamento das vias entre motoristas e ciclistas. A bicicleta é um veículo e, pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), pode circular livremente pelas ruas e estradas, assim como carros e motos. Muitos dirigentes empresariais já estão conscientes que investir no bem-estar dos funcionários traz benefícios diretos para as empresas e também ganhos reais para as organizações que adotam ou estimulam as bicicletas como parte da sua cadeia de transporte e logística. As empresas podem apoiar o uso da bicicleta de diversas maneiras, como, por exemplo, instalando ou melhorando os estacionamentos e vestiários, adotando horários flexíveis, concedendo empréstimos para compra de bicicletas e disponibilizando uma frota de bikes. Há, inclusive, pesquisas demonstrando que, em muitos casos, é mais rápido e eficiente usar a bicicleta para percorrer distâncias curtas, atender clientes, fazer entregas. O desafio de transformar a nossa cidade para melhor é de todos, e o uso da bicicleta tem um papel importante nessa jornada. Acreditamos que está na hora de as empresas também começarem a pedalar por esses caminhos. * Isaac Edington é secretário de Projetos Especiais da Prefeitura de Salvador, coordenador do Movimento Salvador Vai de Bike, diretor presidente do Instituto EcoDesenvolvimento e publisher do portal EcoD. Artigo publicado originalmente no jornal A Tarde de 21 de outubro de 2014. ** Publicado originalmente no site EcoD.


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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lê uma declaração à imprensa após visitar a zona zero do local de testes nucleares de Semipalatinsk, no Cazaquistão, em abril de 2010. Ban exortou os governantes do mundo, e dos Estados possuidores de armas nucleares em particular, a trabalharem por um mundo livre destas armas. Foto: Eskinder Debebe/ONU 

2015 será um ano decisivo para o desarmamento nuclear

[caption id="attachment_123464" align="aligncenter" width="529"] O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lê uma declaração à imprensa após visitar a zona zero do local de testes nucleares de Semipalatinsk, no Cazaquistão, em abril de 2010. Ban exortou os governantes do mundo, e dos Estados possuidores de armas nucleares em particular, a trabalharem por um mundo livre destas armas. Foto: Eskinder Debebe/ONU[/caption]   Nações Unidas, 22/10/2014 – “Um dos grandes paradoxos da ciência moderna” é que os seres humanos buscam vida em outros planetas enquanto as potências nucleares do mundo mantêm e modernizam suas armas para destruir a vida na Terra, afirmou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon. “Devemos lutar contra o militarismo que engendra a busca por essas armas”, afirmou Ban no dia 6 de agosto, aniversário do lançamento pelos Estados Unidos da primeira bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroxima, em 1945. A partir de abril, uma série de reuniões converterá 2015 em um ano decisivo para o sucesso ou o fracasso do desarmamento nuclear. Uma das mais importantes será a conferência quinquenal de exame do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), programada para os meses de abril e maio. Quase ao mesmo tempo, haverá uma conferência internacional da sociedade civil sobre paz, justiça e ambiente, nos dias 24 e 25 de abril, em Nova York, uma manifestação internacional e uma marcha pacifista rumo à sede da ONU, no dia 26 de abril, junto com protestos não violentos nas capitais de todo o mundo. Em 2015 também se completarão 70 anos dos bombardeios atômicos sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaki, pelos Estados Unidos. E também 45 anos desde que as primeiras cinco potências nucleares – China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia (P5) – acordaram no Artigo VI do TNP a realização de negociações de boa fé para a eliminação de seus arsenais nucleares. Além disso, é possível que a conferência internacional sobre uma zona livre de armas nucleares no Oriente Médio, acordada na conferência de exame de 2010, aconteça no próximo ano, após numerosos adiamentos. O Grupo Internacional de Planejamento para a Mobilização da Revisão 2015 do TNP, uma rede de organizações não governamentais internacionais que terá um papel preponderante nas próximas reuniões, apresentará uma petição, com milhões de assinaturas, a favor da abolição das armas nucleares. Caso a conferência de exame de 2015 não decida pelo início das negociações sobre a abolição, “o próprio tratado poderá fracassar, acelerar a proliferação das armas nucleares e aumentar a probabilidade de uma guerra nuclear catastrófica”, segundo o Grupo. “O que devemos fazer? Deixar que os realistas pirados nos levem ao inferno? Não creio”, afirmou Joseph Gerson, coordenador da rede internacional, ao ser perguntado se seria possível algum avanço diante da intransigência das potências nucleares. A perspectiva do exame do TNP não é otimista, acrescentou. “Mas tenho esperança ao saber que nossos movimentos da sociedade civil não estão sozinhos na luta pela abolição”, acrescentou. As última conferência de exame do TNP, em 2010, reafirmou “o compromisso inequívoco dos Estados possuidores de armas nucleares de alcançar a eliminação total de seus arsenais, com vistas ao desarmamento nuclear”, acrescentou a rede internacional. Cinco anos depois, com outra conferência no horizonte, os arsenais “capazes de destruir civilizações inteiras”, persistem, e inclusive se deteve o escasso progresso obtido para o desarmamento. Há mais de 16 mil armas nucleares no planeta, dez mil no serviço militar e 1.800 em estado de alerta, segundo a rede. “Todos os Estados com armas nucleares estão modernizando seus arsenais nucleares, manifestando a intenção de mantê-los nas próximas décadas”, apontou a organização, lembrando que os países com armas nucleares gastam mais de US$ 100 bilhões ao ano com elas. O gasto com armas de alta tecnologia aprofunda a dependência de alguns governos de seus arsenais nucleares e fomenta a crescente brecha entre ricos e pobres. Em 2013 o gasto militar chegou a US$ 1,75 trilhão, mais do que a renda total anual do um terço mais pobre da população mundial. Jackie Cabasso, da Fundação Legal dos Estados Ocidentais e também organizadora da rede internacional, destacou que as potências nucleares “se negam a cumprir sua obrigação legal e moral de iniciar as negociações para proibir e eliminar completamente seus arsenais nucleares”. “Como vimos na Reunião de Alto Nível das Nações Unidas para o Desarmamento e nas conferências de Oslo e Nayarit sobre as consequências humanas das armas nucleares, a imensa maioria dos governos do mundo exige a aplicação do TNP”, assegurou Cabasso. “Estamos trabalhando com organizações associadas nos Estados Unidos e em outros países para mobilizar ações internacionais a fim de gerar pressão popular e influir na conferência de exame de 2015”, acrescentou. A mobilização destacará as conexões entre a preparação para a guerra nuclear, as repercussões ambientais da mesma e do ciclo do combustível nuclear, e o gasto militar em detrimento das necessidades humanas essenciais, ressaltou Cabasso. Gerson disse à IPS que, “ao longo da minha vida, vi a superação do sistema de segregação racial nos Estados Unidos, o fim da guerra do Vietnã e o fim do sistema de apartheid sul-africano, fatos que antes de se converterem em história às vezes pareciam insuperáveis”. Em cada um desses casos, “acontecimentos inesperados e a poderosa vontade humana provocaram a mudança para a qual nos havíamos sacrificado e lutado”, destacou Gerson, membro da junta diretora do Escritório Internacional da Paz e da rede Não à Guerra/Não à Otan. A realidade é que todos os Estados possuidores de armas nucleares estão modernizando seus arsenais e há colaboração entre os membros do P5 para resistir à reclamação da maioria dos demais países para que cumpram o Artigo VI do TNP, enfatizou. O que está acontecendo com a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a União Europeia e as respostas da Rússia e Ásia oriental recorda a Europa dos anos prévios à Primeira Guerra Mundial (1914-1918), com sua ameaça de guerra catastrófica e aniquilação, advertiu Gerson. “Sei que a lei das consequências imprevistas significa que nunca podemos saber realmente quais serão as consequências de nossas ações. Mas confio em que nossa mobilização dará ânimo a numerosos diplomatas e atores governamentais que são nossos potenciais aliados”, ressaltou. Envolverde/IPS


por Thalif Deen, da IPS
termometro

2014 registou o setembro mais quente, confirma OMM

A nível global, período foi 0,72°C mais quente que a média dos meses de setembro do século 20; agência da ONU promete publicar atualização do estado do clima global em novembro. O ano de 2014 teve o setembro mais quente desde 1880, quando iniciou o registo da temperatura na superfície da terra e dos oceanos. A informação é da Organização Metereológica Mundial, OMM, que deve publicar uma atualização sobre o estado do clima global em novembro. O informe deve incluir dados combinados dos registos feitos por várias instituições. Média do Século Com base na agência meteorológica norte-americana, foi assinalado em setembro um recorde de 15,72ºC, o equivalente a 0,72°C acima da média do século 20. Todos os meses deste ano, excepto fevereiro, estiveram entre os mais quentes de que há memória. Maio, junho, agosto e setembro registaram as temperaturas mais quentes de todas, em comparação com os mesmos meses de anos anteriores, aponta a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, Noaa. A OMM refere tratar-se do 38º setembro consecutivo a registar uma temperatura mundial acima do valor médio do século passado. Em 1976, setembro registou a última temperatura média abaixo do registo mensal. Namíbia e Noroeste de África Uma pequena região da Namíbia integra as áreas com as temperaturas mais quentes a nível global. A Rússia Central, certas áreas do leste e do norte do Canadá também foram incluídas na lista. Foi no noroeste de África onde os recordes no calor foram perceptíveis e em regiões costeiras da América do Sul, no sudoeste da Austrália, em partes do Médio Oriente e em regiões do sudeste asiático. Gelo A 17 de setembro, o gelo do mar Ártico atingiu o seu ponto mínimo anual de 1,94 milhão de quilómetros quadrados. O Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo, dos Estados Unidos, considera tratar-se do sexto menor no registo de satélite do período compreendido entre 1979 e 2014. * Publicado originalmente no site Rádio ONU.


por Eleutério Guevane, da Rádio ONU
Sistema Cantareira tem nova queda de volume de água Divulgação/Sabesp

Sabesp amplia bônus a consumidor que economizar água

[caption id="attachment_123501" align="aligncenter" width="530"] Sistema Cantareira tem nova queda de volume de água Divulgação/Sabesp[/caption]   A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) ampliará o desconto na conta dos consumidores que economizarem água. Antes, só recebia o benefício quem reduzia o consumo em 20% ou mais. Com a ampliação, consumidores que economizarem entre 10% e 20% também ganham desconto na conta. A medida objetiva amenizar a crise hídrica, que é a maior da história de São Paulo. Hoje (22), o nível nos reservatórios do Sistema Cantareira registrou nova queda, chegando a um patamar de 3,2% da sua capacidade total de armazenamento. Há um ano, o volume armazenado era 38,1%. Para manter o abastecimento, a Sabesp deve passar a usar a segunda cota da reserva técnica (volume morto), que acrescentará 106 bilhões de litros ao Sistema Cantareira. O uso dessa cota terá de obedecer a regras que permitam o abastecimento da região metropolitana de São Paulo até abril de 2015, sem prejuízo à bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). A retirada de água da segunda cota do volume morto foi vetada por uma liminar judicial, mas a decisão foi suspensa pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), desembargador Fábio Prieto, a pedido da Sabesp e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee). Com o novo programa de descontos criado pela Sabesp, as casas que diminuírem entre 10% e 15% no consumo terão um desconto na conta de 10%. Aquelas que baixarem o gasto entre 15% e 20% ganham um desconto de 20%. Já as casas que conseguirem reduzir 20% ou mais continuam se beneficiando do desconto de 30%. O cálculo é feito em relação à média de consumo do período de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014. Segundo a Sabesp, o balanço mais recente aponta que 49% dos consumidores receberam o bônus porque reduziram em pelo menos 20% o consumo. Outros 26% baixaram o consumo, mas sem obter a bonificação. Já 25% gastaram mais água do que a média. O bônus na conta vale para cidades da região metropolitana de São Paulo (Arujá, Barueri, Biritiba-Mirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Mairiporã, Mogi das Cruzes (bairros da divisa), Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Suzano, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista e a capital paulista. Valem também para a região metropolitana de Campinas e região bragantina (Bragança Paulista, Hortolândia, Itatiba, Joanópolis, Monte Mor, Morungaba, Nazaré Paulista, Paulínia, Pinhalzinho, Piracaia e Vargem). A proposta será enviada à Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), que definirá quando as novas faixas entrarão em vigor. * Edição: Marcos Chagas. ** Publicado originalmente no site Agência Brasil.


por Fernanda Cruz, da Agência Brasil
Dal Marcondes, Francisco Gaetani, Tasso Azevedo e Marco Antonio Fujihara

“Até 2040, o mundo precisa dobrar a capacidade de produção de energia”, diz especialista

[caption id="attachment_123484" align="aligncenter" width="400"] Dal Marcondes, Francisco Gaetani, Tasso Azevedo e Marco Antonio Fujihara[/caption]   Em evento promovido por CartaCapital e Instituto Envolverde, representantes da esfera política e consultores discutiram como conciliar avanços econômicos e sociais prestando cuidado ao meio ambiente e à questão climática. O setor de energia é hoje o responsável por dois terços das emissões de carbono no mundo, o que inclui indústrias, transportes e a cadeia relacionada ao segmento. O cálculo foi revelado pelo engenheiro florestal e consultor social em sustentabilidade Tasso Azevedo durante a última edição do evento Diálogos Capitais - Inovação e Sustentabilidade, promovido por CartaCapital nesta terça, 21. Segundo dados do engenheiro, os últimos dez anos vêm sendo os mais quentes da história, o que culminará em aumento de dois a seis graus na temperatura global até o fim do século. “Apesar dos avanços ambientais do Brasil, estagnamos nas melhorias em 2010 e 2011”, avaliou. Conforme informações de Azevedo, o setor de transporte é o mais poluente, seguido de refrigeração e aquecimento e da produção industrial como um todo. “Até 2040, o mundo precisa dobrar a capacidade de produção de energia para atender aos três bilhões em serviços ao passo que teremos de reduzir a emissão de poluentes pela metade.” Azevedo prevê que 40% do parque nacional de indústrias tem que ser renovado para que seja menos poluente e mais eficiente e assim contribua com reaproveitamento energético em todo o globo. Para o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, o desafio se concentra na qualificação das estratégias nacionais de produção de energia, pois no Brasil existe a cultura da abundância de recursos em função das características naturais. “Temos como diversificar as maneiras de produzir energia no País, mas o problema está em equilibrar e coordenar estes métodos variados.” De acordo com o secretário, o planeta não tem como suportar o nível de consumo dos EUA, por exemplo. É preciso crescer com bases inclusivas que combatam a pobreza com sustentabilidade. “O governo atua em frentes distintas para obtenção de energia, sendo que a matriz de abastecimento dominante é a hidrelétrica”, disse Gaetani ao apontar o Brasil como um dos protagonistas em acordos ambientais mundiais. Já o diretor da Key Associados, empresa de soluções sustentáveis, Marco Antonio Fujihara, insistiu que no escopo energético e climático, o Brasil carece de imediata reforma no marco regulatório vigente, bem como na questão tributária. Basicamente, a empresa seleciona iniciativas que podem ser positivas para melhorar o setor de energia inclusive no aspecto ambiental. “Defendo que para financiar as inovações na área não basta encontrar traquitanas tecnológicas e sim gerir capital para nos tornar competitivos com acordos jurídicos aprimorados.” * Publicado originalmente no site Carta Capital.


por Caio Luiz, para a Carta Capital
Tânia Braga é gerente-geral de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Comitê Rio 2016. Foto: Verônica Manevy

“Planejamento das Olimpíadas privilegia sustentabilidade”, diz gerente da Rio 2016

[caption id="attachment_123480" align="aligncenter" width="400"] Tânia Braga é gerente-geral de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Comitê Rio 2016. Foto: Verônica Manevy[/caption]   Em evento promovido por CartaCapital e o Instituto Envolverde , representante do comitê afirma que 80% do material das construções será reaproveitado, e economia de eletricidade chegará a 70%. A maior inovação dentro da organização das Olimpíadas e Paraolimpíadas a serem realizadas no Brasil é o planejamento desenvolvido dentro da cadeia de estrutura e suprimentos para os eventos. A afirmação é da gerente-geral de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Comitê Rio 2016, Tânia Braga, que realizou uma palestra na iniciativa Diálogos Capitais – Inovação e Sustentabilidade, promovida por CartaCapital e Instituto Envolverde na terça-feira, 21, em São Paulo. As Olimpíadas estão entre as maiores ações de nível logístico em tempos de paz no mundo. Calcula-se que 14 milhões de refeições serão servidas e 12 milhões de toneladas de resíduos serão geradas. Só para transporte haverá 1.500 ônibus e 23,5 milhões de litros de combustível gastos. O comitê será responsável pela operação dos jogos e os classifica como ocasião que permite avanços em processos de gestão inovadores. “Não há flexibilidade para gerenciar o tempo, o preço e a qualidade dos eventos; portanto, o campo para testes de inovação tem enorme visibilidade”, analisou a gerente ao frisar as 5,6 mil horas de transmissão e a previsão de 4,8 bilhões de pessoas que devem assistir aos jogos. Para conseguir otimizar os processos e concretizar as ações com sustentabilidade dentro dos limites, Tânia citou o que definiu como princípio de iceberg. Isto representa ir além da aparência de sustentável ao, primeiramente, proporcionar o exemplo interno de organização que reverbera nos parceiros e empresas contratadas para auxiliar nos serviços utilizados. “Quase 40% dos locais para os jogos estão prontos e parte deles foram pensados como infraestrutura desmontável para ser empregada em obras distintas ao fim dos eventos.” Conforme dados do Comitê, aproximadamente 80% do material das construções será reaproveitado. Transporte, alimentação, acessibilidade, energia, abastecimento de água e o descarte de resíduos foi planejado do começo ao fim da cadeia para que o impacto natural e no meio urbano do Rio de Janeiro seja amenizado. “Consultamos e pesquisamos como foi produzido, por quem, de que modo será usado e dispensado”, disse Braga ao comentar o planejamento ao redor do ciclo de produção, uso e dissolução. A iluminação será feita com leds para economizar 70% em eletricidade no comparativo com lâmpadas de filamento. Etanol e biocombustíveis serão destinados aos geradores, ônibus e veículos leves. Já a reciclagem será feita por cooperativas de catadores. Conforme a gerente, o Comitê sozinho não consegue protagonizar a sustentabilidade necessária para tirar o evento do papel. Toda a inovação necessária precisa partir também dos fornecedores para terminar como estopim que incentive outros setores relacionados a agirem de modo similar. * Publicado originalmente no site Carta Capital.


por Caio Luiz, para a Carta Capital
Trabalhadora da Cooperativa Vivero Alamar carrega uma planta ornamental em um subúrbio de Havana. O acesso ao emprego é um problema para as mulheres rurais cubanas. Foto: Jorge Luis Baños/IPS

Empreendedoras cubanas sofrem com vulnerabilidades machistas

[caption id="attachment_123456" align="aligncenter" width="529"] Trabalhadora da Cooperativa Vivero Alamar carrega uma planta ornamental em um subúrbio de Havana. O acesso ao emprego é um problema para as mulheres rurais cubanas. Foto: Jorge Luis Baños/IPS[/caption]   Havana, Cuba, 22/10/2014 – A máquina de costura de Leonor Pedroso vestiu, nos últimos 30 anos, meninos e meninas do povoado cubano de Florida. Mas só há alguns meses esta costureira pôde formalizar seu trabalho por contra própria, que sempre combinou com as tarefas do lar e o cuidar da família. “Meu marido, que é camponês, não permitia que eu trabalhasse fora de casa, só podia costurar para os vizinhos e amigos próximos, sem cobrar ou cobrando barato. Segundo ele, ter um trabalho formal não era coisa de mulheres”, contou à IPS essa mulher de 63 anos. Ela é uma das beneficiárias de um projeto de cooperação internacional de gênero no atual processo de reforma socioeconômica de Cuba. Dedicada principalmente ao cuidado de sua família de quatro filhos, Leonor não contava com renda estável nem conhecimentos para tirar partido de suas habilidades até receber aulas gratuitas de gestão comercial, plano de negócios, administração e gênero, junto com outras empreendedoras. “Enfrentei meu marido para fazer o que me agrada e agora estou montando em minha casa um local de trabalho em que possa vender o que faço e ensinar as jovens a costurar e bordar”, disse, satisfeita, enquanto esperava novas máquinas de costura para seu negócio. Graças a isso, é sócia recente da Cooperativa de Produção Animal 25 Aniversário, da região. O projeto, impulsionado pela organização não governamental espanhola Acsur Las Segovias e pela local Associação Nacional de Pequenos Agricultores (Anap) e com financiamento da União Europeia, favorece com capacitação e insumos 24 produtoras agropecuárias, artesãs e líderes camponesas. Quando o projeto concluir, no final deste ano, a experiência “Incorporação ao desenvolvimento socioeconômico local das mulheres empreendedoras rurais a partir de uma adequada perspectiva de gênero” terá estendido as opções de integração local para mulheres tradicionalmente dedicadas às tarefas do lar em três províncias cubanas. Trata-se de Artemisa, Camagüey, onde fica o povoado de Florida, e Granma. “Antes o homem era visto como principal provedor e proprietário da terra, mas elas foram sendo reconhecidas por suas contribuições para a economia familiar”, disse à IPS a técnica de projetos Lorena Rodríguez, da Acsur Las Segovias, para quem o machismo continua golpeando a incorporação das mulheres rurais ao trabalho remunerado. É o caso de Neysi Fernández, que, buscando um meio de ganhar a vida, saiu de sua natal Yateras, na província de Guantânamo, no extremo leste do país, até Guanajay, no outro lado da ilha, na província de Artemisa. Ali, um familiar lhe cedeu quatro hectares de terra onde cultiva mandioca, taioba, feijões, milho e banana-da-terra. “Fui para onde estava o trabalho porque minha filha, hoje com 12 anos, não podia passar fome. Depois aprendi como vender a colheita e investir o dinheiro”, contou à IPS esta camponesa de 42 anos, casada há quatro com um operário. Pesquisas sociais valorizam o acesso das mulheres ao emprego como uma das iniquidades mais sérias do meio rural cubano, onde elas representam 47% entre mais de 2,8 milhões de habitantes, em um país com 11,2 milhões de habitantes no total. O trabalho realizado por esposas e filhas de camponeses no cuidado de animais, hortas familiares e tarefas domésticas não é reconhecido nem remunerado, conforme ressaltado no Terceiro Seminário de Avaliação do Plano de Ação Nacional, realizado em 2013 em acompanhamento à Conferência Mundial da Mulher, de Pequim. Apenas 65.993 mulheres estão associadas à Anap, representando apenas 17% de seus membros, segundo dados deste ano publicados no jornal estatal Granma. Em 2013, elas foram mais de 142.300 entre mais de 1,838 milhão de pessoas ocupadas na agricultura, pecuária, silvicultura e pesca, segundo o estatal Escritório Nacional de Estatísticas e Informação (Onei). A reforma que é realizada pelo presidente Raúl Castro desde 2008, para injetar dinamismo na deprimida economia da ilha, incluiu a entrega de terras ociosas em usufruto pelos decretos-lei 259, de 2008, e 300, de 2012. Isso implicaria o despontar da produção de alimentos em um país onde 40% das terras aráveis estão em mãos privadas, segundo o Anuário Estatístico de 2013 do Onei. Mas os homens seguem sendo os principais donos dos recursos agrícolas como terra, água, insumos, créditos e também são maioria entre os que tomam decisões no setor. À falta de ações afirmativas do Estado para o setor feminino rural, várias organizações da sociedade civil e agências de cooperação internacional insistem em favorecer um desenvolvimento local com perspectiva de gênero. Com apoio da organização humanitária Oxfam, no final deste ano estarão funcionando em dez municípios do leste cubano mais de 15 empreendimentos coletivos de mulheres, entre eles uma floricultura, um salão de beleza, uma lavanderia, uma queijaria, várias mini-indústrias e alguns centros de gestão de micro-organismos para a agricultura ecológica. Com fundos da União Europeia, a Agência Basca de Cooperação para o Desenvolvimento e da embaixada do Japão em Cuba, esses pequenos negócios contarão com equipamentos e meios de transporte. Além disso, suas gestoras receberam capacitação por meio de painéis de autoestima, liderança e crescimento pessoal. Segundo a socióloga Yohanka Valdés, o valor desses projetos está em fortalecer a capacidade das mulheres a partir de uma lógica favorável ao seu empoderamento e em reconhecimento de seus direitos. “Se existe uma oportunidade, os homens estão em melhores condições de aproveitá-la porque não precisam cuidar da família”, pontuou à IPS. Por estas e outras razões, a economista Dayma Echevarría garante que a metade feminina chegou em desvantagem à diversificação de atividades do setor estatal. A seu ver, em Cuba persistem estereótipos de gênero que mantêm as mulheres no papel reprodutivo, como cuidadoras e administradoras do lar. Em um dos capítulos do livro Olhares para a Economia Cubana (Editora Caminos, 2013), Echevarría avalia a falta de serviços de apoio ao cuidado como uma das causas da vulnerabilidade das mulheres rurais diante do emprego. Os recentes processos de entrega de terra não se traduziram, segundo a especialista, em oportunidades para impulsionar a igualdade de gênero porque não favoreceram a ativa participação feminina na mudança. Por outro lado, são poucas as cubanas com recursos para desenvolverem negócios próprios dentro do contexto regulatório estabelecido. “Ainda se espera que sejam colocadas em prática normas que permitam uma inserção mais equitativa para todos e todas nas novas condições de trabalho e que integrem em sua visão o olhar de gênero”, ressaltou Echevarría. Cuba ocupa o 15º lugar no Índice Global de Brechas de Gênero, de 2013, mas no quesito participação e oportunidade econômica cai para o 66º posto entre as 153 nações estudadas. Envolverde/IPS


por Patricia Grogg, da IPS
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Não chove, não lavo

São Paulo está atravessando um momento delicado no abastecimento de água. O nível de reserva do Sistema Cantareira, já com a utilização do “volume morto“, está abaixo dos 10%, algo que nunca aconteceu na região. Enquanto isso, a frota de automóveis não para de crescer. Só na capital, são mais de 7 milhões de veículos. Juntando essas duas informações, a TNC decidiu lançar a campanha #NaoChoveNaoLavo, que convida o paulistano a deixar de lavar seu carro enquanto a situação de escassez de água se mantiver. Trata-se de uma campanha bem-humorada de conscientização e mobilização para a economia de água, nesse momento de crise. Lavar um carro consome, em média, 500 litros de água. Para limpar toda a frota paulistana, seriam necessários 3,5 bilhões de litros, o equivalente ao consumo mensal de 25 milhões de pessoas, considerando-se o consumo médio do paulistano em julho de 2014, de 140 litros por pessoa, segundo a Sabesp. Ao mostrar que é possível poupar água deixando de lavar o carro em períodos de escassez, a TNC espera lembrar as pessoas da importância de economizar água também em outras ações cotidianas. “Apesar de o trabalho da TNC com segurança hídrica ter foco direto na chamada infraestrutura verde, o que é um trabalho de longo prazo, queremos que a campanha tenha o efeito imediato de fazer ecoar a importância de todos nós, como cidadãos, nos sensibilizarmos pelo uso racional e consciente da água”, comenta Marcelo Moura, diretor de marketing da TNC. A TNC tem trabalhado com diversos atores para ampliar a capilaridade do Movimento Água para São Paulo, que atua na recuperação e preservação de áreas verdes em regiões de nascentes e mananciais. Para saber mais, acesse o site da campanha #NaoChoveNaoLavo e compartilhe nas suas redes sociais. * Publicado originalmente pela TNC e retirado do site Mercado Ético.


por Redação da TNC

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