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	<description>Jornalismo &#38; Sustentabilidade</description>
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		<title>Indústria brasileira recicla 320 mil toneladas de pneus em 2011</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 10:11:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As indústrias brasileiras produtoras de pneumáticos destinaram de forma ambientalmente correta, no ano de 2011, 320 mil toneladas de pneus inservíveis (que não têm mais condições de serem utilizados para circulação ou reformados), quantia que equivale a 64 milhões de unidades de pneus de carros de passeio. Os dados são da Reciclanip, entidade que reúne [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/reciclagem_pneus.gif?9d7bd4"><img class="alignleft size-full wp-image-42050" title="reciclagem_pneus" src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/reciclagem_pneus.gif?9d7bd4" alt="reciclagem pneus Indústria brasileira recicla 320 mil toneladas de pneus em 2011" width="262" height="204" /></a>As indústrias brasileiras produtoras de pneumáticos destinaram de forma ambientalmente correta, no ano de 2011, 320 mil toneladas de pneus inservíveis (que não têm mais condições de serem utilizados para circulação ou reformados), quantia que equivale a 64 milhões de unidades de pneus de carros de passeio. Os dados são da Reciclanip, entidade que reúne as empresas do setor e cuida da coleta e destinação desse material.</p>
<p>Desde 1999, quando entrou em vigor no Brasil a resolução número 258 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que obriga as empresas fabricantes e importadoras de pneus a coletar e dar destinação final adequada aos inservíveis, a Reciclanip já enviou para reciclagem 1,86 milhão de toneladas de material, equivalentes a 373 milhões de pneus de passeio. “A previsão para 2011 era de coletarmos 355 mil toneladas, mas, devido à perda de mercado para os importados, as vendas da indústria nacional caíram, e por consequência o volume de inservíveis também”, diz César Faccio, coordenador da Reciclanip.</p>
<p>Cerca de 63% desses pneus são reaproveitados como combustível alternativo para as indústrias de cimento. Parcelas menores são utilizadas para a fabricação de solados de sapato, borrachas de vedação, dutos pluviais, pisos para quadras poliesportivas, pisos industriais, asfalto-borracha e tapetes para automóveis. Todas estas destinações são aprovadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).“Acredito que nos próximos anos esse quadro vai mudar e a principal maneira de reaproveitamento será o asfalto-borracha. Estados como o Paraná já utilizam este revestimento em larga escala nas rodovias, e novas legislações implantadas no Rio de Janeiro e em São Paulo pretendem fazer o mesmo”, comenta César.</p>
<p>Segundo a Reciclanip, a quantidade de material coletado no ano passado representa a retirada de resíduos do ambiente em volume igual ao que foi colocado no mercado em forma de pneus novos. A entidade tem 726 postos de coleta em todos os estados do país e no Distrito Federal e qualquer pessoa pode entregar neles seus pneus usados. Para saber onde estão estes postos acesse <a href="www.reciclanip.com.br">www.reciclanip.com.br</a>. Envolverde</p>
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		<title>Vacinas antidrogas enfrentam obstáculos</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 10:06:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Cidade do México, México, 9/2/2012 – As vacinas contra drogas aparecem como uma estratégia melhor do que o enfoque repressivo da guerra contra quem as usa em todo o mundo, mas primeiro devem superar os muros dos laboratórios e encontrar apoio financeiro. Experimentos contra a dependência da cocaína e da heroína feitos no México e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/vacina_polio.jpg?9d7bd4"><img class="alignleft size-medium wp-image-42047" title="vacina_polio" src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/vacina_polio-300x224.jpg?9d7bd4" alt="vacina polio 300x224 Vacinas antidrogas enfrentam obstáculos " width="300" height="224" /></a>Cidade do México, México, 9/2/2012 – As vacinas contra drogas aparecem como uma estratégia melhor do que o enfoque repressivo da guerra contra quem as usa em todo o mundo, mas primeiro devem superar os muros dos laboratórios e encontrar apoio financeiro. Experimentos contra a dependência da cocaína e da heroína feitos no México e nos Estados Unidos estão em marcha, mas ainda precisam de dois ou três anos de trabalho para comprovar se o tratamento é viável. Além disso, devem ser esclarecidos dilemas éticos, como a obrigatoriedade de medicação para os viciados e a autorização de doses para menores de idade.</p>
<p>“Teria que se pensar em outras formas de aplicação. É preciso tirar o efeito agradável das drogas, o que é factível. Contudo, seria preciso começar a fazer isso em meninos e meninas, o que implica uma série de temas legais e éticos”, explicou o médico Rogelio Rodríguez à IPS. Em sua clínica particular, Rodríguez oferece tratamentos à base de soros contra a dependência da cocaína e do álcool, acompanhados de terapia psicológica. Durante sete dias, ao custo diário de US$ 64, o paciente recebe uma dose que acaba provocando a rejeição à droga e o afastamento dela.</p>
<p>O Ministério da Saúde do México já patenteou uma vacina contra a heroína, aplicada com êxito em ratos e que em breve deve passar à fase de testes em humanos, e para isto o governo busca financiamento internacional. Como o sistema imunológico humano não pode detectar a presença de moléculas de drogas, a injeção engana o organismo ao criar anticorpos que isolam os componentes químicos das drogas. Assim, o viciado já não sente seus efeitos e abandona o consumo.</p>
<p>Em 2008, havia no México pelo menos 465 mil viciados, segundo estimativa da Pesquisa Nacional sobre Drogas daquele ano, cuja atualização está sendo feita. O estudo revelou que o consumo de drogas ilegais e médicas na população rural e urbana chegou a 5,7% da população entre 12 e 65 anos de idade. Substâncias ilegais, como maconha, cocaína, heroína e anfetaminas ficaram em 5,2%. Maconha e cocaína são as de maior consumo, com 4,2% e 2,4%, respectivamente, seguidas pelas substâncias inaláveis, anfetaminas e heroína.</p>
<p>A vacina “é promissora para os usuários que querem ajuda. Porém, não é uma cura nem um bloqueio completo”, esclareceu à IPS o professor Frank Orson, do Departamento de Patologia e Imunologia do Colégio Baylor de Medicina, na cidade norte-americana de Houston. No artigo Desenvolvimento de uma vacina contra a cocaína, publicado na revista Expert Review of Vaccines, em 2010, Orson e seus colegas norte-americanos Berma Kinsey e Thomas Kosten destacam a persistência de “uma necessidade urgente de novos tratamentos para o vício pela cocaína, especialmente porque não há intervenções farmacológicas efetivas disponíveis para ela”, ao contrário da morfina ou da heroína.</p>
<p>Os primeiros experimentos sobre vacinação contra morfina e heroína datam da década de 1970, mas depois desapareceu, talvez pela disponibilidade da metadona para os usuários de heroína. O interesse ressurgiu em 1992, quando se registrou um tratamento preventivo contra o pó branco que produziu anticorpos em ratos vacinados.</p>
<p>Após assumir o cargo em dezembro de 2006, o presidente do México, Felipe Calderón, enviou milhares de policiais e soldados para combater o narcotráfico, uma campanha repressiva que deixou mais de 47 mil mortos, segundo os últimos dados governamentais, mas que contagens jornalísticas situam em mais de 50 mil. Por essa razão, o enfoque preventivo e clínico ganha preponderância, embora o desenvolvimento das vacinas exija apoio financeiro para sua elaboração em escala industrial.</p>
<p>“Não é negócio para a indústria e o mesmo acontece com outras doenças. O Estado teria que subsidiar. Já ouvimos que vem uma vacina e nada acontece”, lamentou Rodríguez, que tentou introduzir, inutilmente, seu tratamento em prisões da cidade do México, “mas fizeram muitas exigências”.</p>
<p>A Pesquisa Nacional sobre Drogas detectou que os adolescentes são os que mais caem na dependência. Sua pesquisa registrou que 35,8% dos entrevistados nessa faixa etária são usuários, 24,6% dos adultos entre 18 e 25 anos, e 14,5% dos maiores de 25 anos. Também mostra que metade dos fumantes de maconha a provam antes da maioridade, enquanto apenas um terço havia consumido cocaína antes dos 18 anos. Mas é diferente o caso dos adultos entre 18 e 25 anos, que começaram a usar cocaína, alucinógenos e heroína nesse período.</p>
<p>“É impossível as empresas farmacêuticas se comprometerem com a produção comercial. Serão necessários subsídios, pois o mercado é pequeno, com os que precisam de tratamento e não têm, geralmente, muito dinheiro disponível”, comentou Orson. O desenvolvimento destes métodos apresenta dilemas profundos, por exemplo, se os pais devem autorizar que seus filhos sejam inoculados, se o Estado pode obrigar infratores menores a se submeterem aos tratamentos, ou a proteção dos dados pessoais de quem se vacinar.</p>
<p>“Melhores vacinas ou novos métodos não serão a conclusão para tratar o abuso de substâncias. O usuário de drogas interessado necessitará de outras intervenções, como terapia e programas de reabilitação para superar o vício”, sugerem Orson, Kinsey e Kosten em seu artigo. “Os programas antidrogas escolares devem ser fortalecidos, pois o vício por cocaína normalmente começa antes dos 20 anos”, alertaram.</p>
<p>Também recomendaram que o sistema judiciário deve reconsiderar a prisão indiscriminada de usuários de cocaína e oferecer ajuda em lugar de castigo. A Pesquisa Nacional sobre Drogas mostra que 16% dos usuários procuram tratamento e que os grupos de ajuda mútua, como os viciados anônimos, são recursos importantes. Envolverde/IPS</p>
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		<title>Sitiada, Homs sofre ataque de tanques</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 10:03:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Doha, Catar, 9/2/2012 – As forças de segurança da Síria entraram em áreas residenciais da cidade de Homs, no ocidente, um dia depois de o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, afirmar que o presidente Bashar al-Assad estava “totalmente comprometido” com pôr fim ao derramamento de sangue. Segundo rebeldes, ontem o exército lançou foguetes e morteiros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_42043" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/3ix9ajrrasefbfx3bx89diswg.jpg?9d7bd4"><img class="size-medium wp-image-42043" title="3ix9ajrrasefbfx3bx89diswg" src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/3ix9ajrrasefbfx3bx89diswg-300x187.jpg?9d7bd4" alt="3ix9ajrrasefbfx3bx89diswg 300x187 Sitiada, Homs sofre ataque de tanques" width="300" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">magem divulgada por ativistas em 08/02 mostra homem chorando ao lado de corpo em hospital de Homs. Foto: AP</p></div>
<p>Doha, Catar, 9/2/2012 – As forças de segurança da Síria entraram em áreas residenciais da cidade de Homs, no ocidente, um dia depois de o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, afirmar que o presidente Bashar al-Assad estava “totalmente comprometido” com pôr fim ao derramamento de sangue. Segundo rebeldes, ontem o exército lançou foguetes e morteiros para dominar os distritos ocupados pela oposição, enquanto os tanques entravam no bairro de Inshaat e se aproximavam do bairro Bab Amr.</p>
<p>Um integrante da oposição disse à rede de televisão Al Jazeera, do Catar, de Bab Amr que a região está sob fogo há dias. “O exército dispara contra nós foguetes e morteiros a partir de tanques russos, que tentam entrar aqui no bairro”, afirmou. O opositor Hadi al-Abdallah informou que pelo menos 43 pessoas foram assassinadas na noite do dia 7 em Homs, enquanto outros rebeldes registraram uma quantidade maior de mortos. “Algumas áreas estão totalmente sitiadas. Não há internet e nem telefonia celular”, disse Abdallah. A oposição não respondeu porque as forças de segurança disparam a partir de posições que ficam a vários quilômetros de distância, esclareceu.</p>
<p>Outro rebelde, Mohammad Hassan, contou que o bombardeio se intensificou nas primeiras horas da manhã em Bab Amr, Al Bayada, Khalidiyeh e Wadi al Arab, distritos onde se destacam os levantes contra Assad. “Os disparos de morteiros e foguetes diminuíram, mas ainda soam as metralhadoras e a artilharia antiaérea. Há tanques nas principais vias da cidade e parecem avançar sobre áreas residenciais”, acrescentou.</p>
<p><strong>Terrorismo</strong></p>
<p>Meios de comunicação oficiais afirmam que foram “organizações terroristas armadas” que atacaram postos de controle da polícia em Homs, onde foram lançados vários morteiros, três deles caindo na refinaria de petróleo. A alta comissária para os direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Navi Pillay, fez um apelo internacional pela proteção da população civil da Síria.</p>
<p>“Estou horrorizada pelo ataque deliberado do governo contra Homs e pelo uso de artilharia e outro tipo de armamento no que parece ser um ataque indiscriminado contra zonas civis”, diz a declaração de Pillay. “A falta de acordo no Conselho de Segurança para tomar medidas coletivas parece ter incentivado a disposição do governo sírio de massacrar seu próprio povo na tentativa de sufocar a dissidência”, acrescenta.</p>
<p>Lavrov regressou a Moscou após se reunir com Assad em Damasco, tendo afirmado que os próprios sírios devem decidir o destino de seu líder. “O resultado do diálogo nacional deve obedecer a um acordo entre os sírios e ser aceito por todos”, afirmou ao chegar à capital russa. O chanceler responsabilizou Damasco e as forças da oposição por instigarem a violência que, segundo rebeldes, deixou mais de sete mil mortos desde o começo dos enfrentamentos, em março de 2011. “Nos dois lados há pessoas que promovem um confronto armado e não o diálogo”, alertou.</p>
<p>Assad disse a Lavrov que a Síria estava decidida a manter um diálogo nacional com a oposição e com figuras independentes, e que o governo estava “disposto a cooperar com os esforços para promover a estabilidade do país”, segundo a agência de notícias síria Sana (<a href="http://www.sana.sy/index_spa.html">http://www.sana.sy/index_spa.html</a>). “O presidente delegou a responsabilidade de manter um diálogo nacional ao vice-presidente, Farouk al Sharaa”, segundo Lavrov.</p>
<p>Os reiterados esforços da Liga Árabe e da Rússia para atuar como intermediários no conflito foram rechaçados pela oposição síria, que se nega a toda negociação enquanto os ataques continuarem. A Rússia, que tem uma incidência única por ser o maior fornecedor de armas da Síria e por seus laços históricos com Damasco, além de ter uma base naval na costa desse país, no dia 5 vetou, junto com a China, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.</p>
<p>Walid al Bunni, um dos líderes do opositor Conselho Nacional Sírio, afirmou que Lavrov não propôs nenhuma iniciativa e que as “chamadas reformas” sugeridas por Assad não são suficientes. “Os crimes cometidos pelas forças de segurança não permitem que Assad continue governando a Síria”, declarou à agência de notícias Reuters.</p>
<p>Os países do Golfo retiraram, no dia 7, os seus embaixadores de Damasco, como fizeram Estados Unidos e vários países europeus. Ao anunciar a retirada “imediata”, o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) afirmou que “a crescente onda de mortes e violência na Síria não tem piedade de mulheres, crianças nem idosos”. Além disso, pediu aos embaixadores sírios que abandonem o território dos países-membros do bloco imediatamente. Envolverde/IPS</p>
<p><strong>*Artigo publicado sob acordo com a Al Jazeera.</strong></p>
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		<title>“A crise ambiental é a crise da democracia”</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 09:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>larissa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uxbridge, Canadá, 9/2/2012 – Para enfrentar os desafios do Século 21, entre eles os da mudança climática, alimentação mundial e eliminação da pobreza, é preciso se livrar das “armadilhas do pensamento” que nos impedem de ver o mundo como ele é, declarou a ambientalista norte-americana Frances Moore Lappé. “Não há maneira de abordar a mudança [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_42039" class="wp-caption alignleft" style="width: 237px"><a href="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/100109-20120208.jpg?9d7bd4"><img class="size-medium wp-image-42039" title="100109-20120208" src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/100109-20120208-227x300.jpg?9d7bd4" alt="100109 20120208 227x300 “A crise ambiental é a crise da democracia”" width="227" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Frances Moore Lappé. Foto: Cortesia da entrevistada</p></div>
<p>Uxbridge, Canadá, 9/2/2012 – Para enfrentar os desafios do Século 21, entre eles os da mudança climática, alimentação mundial e eliminação da pobreza, é preciso se livrar das “armadilhas do pensamento” que nos impedem de ver o mundo como ele é, declarou a ambientalista norte-americana Frances Moore Lappé. “Não há maneira de abordar a mudança climática ou a pobreza sem uma democracia real”, afirmou a autora de EcoMind: Changing the Way We Think to Create the World We Want (Mente ecológica: Mudar o modo como pensamos para criar o mundo que queremos), publicado pela Nation Books. Lappé escreveu 18 livros, entre eles o muito influente Diet for a Small Planet (Dieta para um pequeno planeta).</p>
<p>A IPS conversou com a ativista sobre seu novo livro.</p>
<p><strong>IPS – A que se refere com “armadilhas do pensamento”?</strong></p>
<p><strong>Francês Moore Lappé –</strong> Não vemos o mundo como ele realmente é, mas através de um filtro ou mapa mental. As pesquisas em neurociência mostram que interpretamos o mundo com base em nossas experiências passadas. Em outras palavras, vemos o que esperamos ver. Uma das ideias dominantes em nossa sociedade tem a ver com a escassez ou a carência. Não há suficientes recursos ou alimentos para todos nós. Então, “vemos” ou interpretamos tudo a partir desse filtro ou marco de referência.</p>
<p><strong>IPS – Como nos afeta essa ideia da “escassez”?</strong></p>
<p><strong>FML –</strong> Acreditar que não há o suficiente nos coloca na defensiva e nos leva a competir entre nós mesmos. Pensamos que é melhor conseguir o nosso antes que alguém mais o faça. A maioria das pessoas com as quais falo insistem em que nossa realidade atual e futura é que há sete bilhões de pessoas na escassez do planeta. Estão cegas por esta mentalidade.</p>
<p><strong>IPS – Não é verdade que estamos ficando sem recursos como água, energia e alimentos?</strong></p>
<p><strong>FML –</strong> Quando jovem estudante descobri que a produção alimentar dos Estados Unidos era extraordinariamente de desperdício e ineficiente. Sete quilos de milho e soja alimentavam o gado para obter meio quilo de carne. Esse meio quilo exigia 45,4 litros de água. Quase metade de todos os alimentos colhidos nunca é consumida. Este desperdício surpreendente é a regra, não a exceção, e não só na produção de alimentos. O setor da energia nos Estados Unidos gasta entre 55% e 87% do que gera. Mas não é só nos Estados Unidos. Estudos da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que três mil das maiores corporações do mundo causaram danos ambientais no valor de US$ 2 trilhões apenas em 2008.</p>
<p><strong>IPS – Por que somos tão destrutivos e desperdiçadores?</strong></p>
<p><strong>FML –</strong> É o resultado da atual economia de mercado, que se centra unicamente em gerar os retornos mais rápidos e mais altos para uma pequena minoria que ostenta a riqueza. Nossa economia cria escassez sendo extraordinariamente desperdiçadora e destrutiva. O termo “economia de livre mercado” é completamente errado. O que temos é uma economia de mercado corporativo-monopólica de desperdício e destruição. Temos que ser mais cuidadosos e mais precisos em nossa linguagem.</p>
<p><strong>IPS – Cada vez mais ambientalistas e alguns economistas destacam a necessidade de passar de uma economia centrada no crescimento para uma focada no crescimento, mas você diz que isto é uma armadilha do pensamento.</strong></p>
<p><strong>FML –</strong> Sim, leva a um debate que distrai, sobre os méritos do crescimento versus o não crescimento. O crescimento soa como algo bom, por isso a maioria das pessoas resistirá à ideia de não realizá-lo. Contudo, é melhor apontar para um sistema que potencialize saúde, felicidade, vitalidade ecológica e poder social.</p>
<p><strong>IPS – Em seu livro também propõe que todos se centrem em “viver a democracia”.</strong></p>
<p><strong>FML –</strong> Os Estados Unidos se converteram no que se chama uma “plutonomia”, onde o 1% de cima controla mais riqueza do que os 99% de baixo. A desigualdade é maior agora nesse país do que no Paquistão ou no Egito, segundo o Banco Mundial. O resultado é que as corporações e os muito ricos influem nas decisões públicas por meio de contribuições políticas e exercendo pressão. Atualmente há cerca de 20 lobistas para cada integrante do Congresso norte-americano. Para contrapor a este governo de privados, precisamos recriar uma cultura de responsabilidade mútua, de transparência, de participação da cidadania e de financiamento público das eleições. A democracia não é simplesmente votar uma vez por ano, mas uma cultura, um modo de vida. A “mãe de todos os problemas”, na maioria dos países, está tirando o poder da riqueza concentrada da tomada de decisões públicas e reforçando as vozes dos cidadãos. A crise ambiental é, de fato, uma crise da democracia.</p>
<p><strong>IPS – Muitas pessoas com consciência ambiental sentem que já é muito tarde e que há muito a ser superado.</strong></p>
<p><strong>FML –</strong> Pensar que é muito tarde é outra armadilha do pensamento. Pode ser muito tarde para evitar impactos significativos que poderiam ter sido evitados se há duas décadas se tivesse agido. Não é para a vida. Meu livro está cheio de exemplos de pessoas que assumem cargos e mudam as coisas. O que faz as pessoas pensarem que é muito tarde é que se sentem sozinhas e indefesas. E se sentem assim pelas armadilhas do pensamento, pelas falsas crenças sobre a escassez e sobre a natureza humana como invejosa e egoísta. Estas crenças e um governo de privados conduziram a um sentimento de indefesa.</p>
<p><strong>IPS – Este ano marca o 20º aniversário da histórica Cúpula da Terra, e a Conferência Rio+20 a colocará em destaque em junho. O que pensa a respeito?</strong></p>
<p><strong>FML –</strong> Participei da Conferência Rio+10 e retrocedemos nesses dez anos. A Rio+20 pode ser a oportunidade de reverter o curso e nos alinharmos com a natureza para criar o mundo que realmente queremos. Envolverde/IPS</p>
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		<title>Israel e Irã compartilham a ambiguidade nuclear</title>
		<link>http://envolverde.com.br/noticias/israel-e-ira-compartilham-a-ambiguidade-nuclear/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 09:56:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>larissa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Jerusalém, Israel, 9/2/2012 – Israel atacará o Irã? A pergunta domina a agenda internacional enquanto o grande projeto de um Oriente Médio livre de armas atômicas está relegado ao utópico “dia seguinte” àquele em que for encontrada uma solução para o programa nuclear da república islâmica. Embora pareça estranho, a sociedade israelense não tem uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_42036" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/a5fdz1azk7bt0mbje59g93ntf.jpg?9d7bd4"><img class="size-medium wp-image-42036" title="a5fdz1azk7bt0mbje59g93ntf" src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/a5fdz1azk7bt0mbje59g93ntf-300x187.jpg?9d7bd4" alt="a5fdz1azk7bt0mbje59g93ntf 300x187 Israel e Irã compartilham a ambiguidade nuclear" width="300" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, visita uma usina de enriquecimento de urânio a 300 quilômetros de Teerã. Foto: AP</p></div>
<p>Jerusalém, Israel, 9/2/2012 – Israel atacará o Irã? A pergunta domina a agenda internacional enquanto o grande projeto de um Oriente Médio livre de armas atômicas está relegado ao utópico “dia seguinte” àquele em que for encontrada uma solução para o programa nuclear da república islâmica. Embora pareça estranho, a sociedade israelense não tem uma opinião clara a respeito e depende “dos que sabem mais”. E “os que sabem mais”, como o ministro da Defesa, Ehud Barak, dizem: “Se as sanções não detiverem o programa nuclear do Irã, será necessário considerar uma ação militar. Quem diz ‘mais tarde’, pode perceber que é muito tarde”, alertou na semana passada.</p>
<p>A preocupação de muitos analistas, inclusive israelenses, é que um ataque de Israel não só desate uma guerra terrível como apenas sirva para atrasar em um par de anos o programa nuclear iraniano. “Sanções severas e uma frente diplomática unida são a melhor forma de arruinar o programa nuclear iraniano”, afirmou no dia 3 um editorial do jornal norte-americano The New York Times.</p>
<p>Por outro lado, funcionários israelenses da defesa afirmam que se a questão nuclear do Irã não for abordada frontalmente – seja financeira ou economicamente – a região afundará em um caos de proliferação atômica que poderia envolver outros Estados. Estes são os parâmetros do debate: ou para um ataque (com ou sem aprovação dos Estados Unidos) ou para sanções. Entretanto, há alternativas: uma zona livre de armas nucleares poderia ser uma estratégia para neutralizar o programa atômico do Irã.</p>
<p>Os governos israelenses condicionam a concretização dessa zona para uma situação de paz com todos os vizinhos do Estado judeu. Isto é praticamente impossível, devido ao caráter atual do regime iraniano. E na frente árabe não há nenhum avanço para a paz. De todo modo, ativistas da sociedade civil depositam esperanças na reunião de acompanhamento que acontecerá este ano na Finlândia, após a Conferência de Avaliação do Tratado sobre Não Proliferação das Armas Nucleares, que aconteceu em 2010.</p>
<p>Nessa reunião será discutido um acordo para transformar o Oriente Médio em uma zona livre de armas nucleares e de qualquer outro armamento de destruição em massa. O país anfitrião foi aceito por todos os governos, inclusive Irã e Israel. “A maioria dos israelenses nem sabe que seu país está disposto a contemplar a ideia de uma zona livre de armas nucleares”, disse Hillel Schenker, coeditor do Palestine-Israel Journal, com sede em Jerusalém e dirigido por especialistas dos dois países.</p>
<p>Em outubro, o ex-porta-voz do capítulo israelense da Associação Internacional de Médicos para a Prevenção da Guerra Nuclear coordenou uma reunião entre ativistas israelenses e iranianos. Realizada em Londres sob o patrocínio de uma iniciativa da sociedade civil para criar uma Conferência sobre Segurança e Cooperação no Oriente Médio, a reunião facilitou o desenvolvimento de áreas de mútuo entendimento entre os dois povos.</p>
<p>Contudo, esse encontro foi uma exceção. O debate público está limitado em grande parte pela pressão das autoridades. Quando o ex-chefe do Mosad (serviço secreto israelense), Meir Dagan, questionou o argumento pela solução militar dos dirigentes de seu país, Barak atacou sua franqueza qualificando-a de “conduta grave”.</p>
<p>Apesar de os israelenses costumarem ser abertos ao debate, tendem a considerar que a questão nuclear é um tabu, ou tema muito complexo para expressar discrepâncias. A maioria aceita que só os altos chefes políticos e militares exerçam esse direito, e a portas fechadas. A ausência de debate também se deve a que, desde a criação de seu próprio programa nuclear no fim dos anos 1950, Israel mantenha uma política de “ambiguidade”: a postura oficial é que “não será o primeiro país a introduzir armas nucleares na região”.</p>
<p>Israel nunca assinou o tratado de não proliferação nuclear. O Irã sim. Mas ambos rejeitam e se abstêm de vincular seus respectivos desenvolvimentos nucleares. O manto de segredo que cobre os programas israelenses permite aos seus cidadãos sentir que participam da defesa de seu país sem terem que lidar com a questão nuclear.</p>
<p>“Se refletimos como sociedade sobre o armamento nuclear, o fazemos sobre o iraniano, que, de fato, ainda não existe”, destacou a pacifista Sharon Dolev, da campanha pelo desarmamento do Greenpeace no Mediterrâneo. “Como o corcunda que não vê sua própria corcunda, nós não vemos nossas próprias armas”, acrescentou.</p>
<p>Essa ambiguidade faz com que a comunidade internacional continue ignorando a Dimona, suposto centro nevrálgico do programa nuclear israelense no sul de seu território, para se preocupar somente com Natanz, no centro-oeste do Irã, considerada sede do desenvolvimento nuclear buscado por Teerã. O Irã também é ambíguo. Embora a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tenha informado, em novembro, que esse Estado realizava atividades relacionadas ao desenvolvimento de armas nucleares, não há nenhuma prova de que realmente tenha decidido fabricar uma bomba.</p>
<p>Os funcionários israelenses elogiam a “ambiguidade”, pois potencializa a segurança do Estado judeu quase tanto como as armas de destruição em massa. Presumindo que tal política é necessária, ativistas pela desmilitarização propõem um debate que respeite os limites de não expor a capacidade nuclear de Israel, e alegam que fortaleceria o caráter democrático de sua sociedade. “É possível, e inclusive obrigatório, debater com seriedade a necessidade das armas nucleares, os perigos que representam para a região e o mundo, e as possibilidades de desarmamento”, defendeu Dolev.</p>
<p>Os que buscam abolir a “opacidade nuclear” de Israel acreditam que chamar as coisas por seu nome pode fazer com que a região se abra gradualmente para o controle de armas, se uma zona livre de armamento atômico não for possível. “Porém, se fracassar a prevenção (da capacidade nuclear iraniana), será improvável os israelenses verem o controle de armas como uma solução”, previu Avner Cohen, autor do controvertido Israel e a bomba, de 1998. Com mais razão, pois durante a Guerra Fria o cenário dos diálogos sobre controle de armamentos foi a existência declarada de armas nucleares.</p>
<p>Além disso, entre os israelenses há quase consenso de que a ambiguidade é um caso de força maior e o fator de dissuasão mais efetivo para o que se vê como “perigo existencial”, constituído pelo Irã. Esta vinculação entre armamento de destruição em massa e hostilidade extrema tem precedência sobre qualquer outra consideração, reconhecem os pacifistas.</p>
<p>Diante da suposição de que o Irã fabrique a bomba, “não sabemos qual Estado nuclear se desarmará primeiro, mas sabemos qual será o último: Israel”, advertiu Cohen. Muitos ativistas concluem que provavelmente já seja tarde para que os israelenses convençam seus governantes de que sair do bunker da ambiguidade é a melhor forma de desativar a bomba de tempo iraniana, que já está perigosamente acesa. Envolverde/IPS</p>
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		<title>Como os mitos alimentares podem prejudicar nossa saúde?</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 09:47:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>larissa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>

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		<description><![CDATA[Os mitos e tabus alimentares são costumes, crenças, tradições – até hábitos familiares – passados de geração para geração. A maioria não tem comprovação científica e se espalha por meio de boatos populares. Podem parecer inofensivos – e são, quando não atingem negativamente a vida de uma pessoa. “Mas quando as pessoas passam a trocar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/Tabus-alimentares609x250.jpg?9d7bd4"><img class="alignleft size-medium wp-image-41875" title="Tabus-alimentares609x250" src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/Tabus-alimentares609x250-300x123.jpg?9d7bd4" alt="Tabus alimentares609x250 300x123 Como os mitos alimentares podem prejudicar nossa saúde?" width="300" height="123" /></a><em>Os mitos e tabus alimentares são costumes, crenças, tradições – até hábitos familiares – passados de geração para geração. A maioria não tem comprovação científica e se espalha por meio de boatos populares.</em></p>
<p>Podem parecer inofensivos – e são, quando não atingem negativamente a vida de uma pessoa. “Mas quando as pessoas passam a trocar medicamentos, por exemplo, por crenças, devido a hábitos culturais ou religiosos, os mitos e tabus alimentares podem se tornar prejudiciais”, explica Mayara Reis, nutricionista. Mayara é autora de um estudo sobre o assunto, pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul. “Existem pessoas que até mesmo deixam de fazer tratamentos ou visitar o médico devido a essas crenças.”</p>
<p>O estudo de Mayara reuniu 95 pessoas (83 mulheres e 12 homens), de um centro de convivência em Ribeirão Pires. A média de idade era de 64 anos. Ela também recolheu dados dos participantes como peso, altura e medida da cintura. Os participantes responderam a um questionário, onde forneceram dados pessoais e um segundo, sobre os mitos ou tabus alimentares.</p>
<p>Neste foram feitas várias afirmações sobre três grandes temas: aleitamento materno, redução de peso e saúde em geral. Por exemplo, “cerveja escura aumenta o leite materno”, “tomar suco de abacaxi em jejum emagrece” e “quem tem diabetes não pode comer beterraba”. Os participantes deveriam, então, dizer se aquela afirmação era verdadeira ou falsa.</p>
<p><strong>Questões sobre saúde tiveram maior índice de erro</strong></p>
<p>“Nas afirmações sobre aleitamento materno e redução de peso, o índice de acertos foi alto, 60,7% e 72% respectivamente”, diz Mayara. Mas quando o assunto foi saúde em geral, o índice de erros foi maior, chegando a quase 49%. “Vimos que existem mitos que até mesmo os médicos continuam a afirmar para os pacientes. Por exemplo, o mito que pode responder bem a esta pergunta é aquele sobre o consumo de beterraba. A resposta deste mito teve uma grande percentagem de erros, pois as pessoas ainda acham que os diabéticos não podem comer beterraba e dizem que são informações recebidas por seus médicos. Na verdade, os diabéticos podem sim consumir beterraba, porém em quantidade reduzida”, explica.</p>
<p>Com relação à saúde dos participantes, 60% das mulheres foram classificadas com risco muito elevado para doenças metabólicas e, entre os homens, metade estava com risco elevado e a outra metade com risco muito elevado para doenças metabólicas. Mais de 83% dos participantes eram obesos, principalmente as mulheres adultas.</p>
<p>Para Mayara, o resultado não surpreendeu, mas preocupa. “Outros estudos confirmam estes resultados. Atualmente, devido à falta de uma alimentação adequada, as pessoas estão sendo consideradas com sobrepeso cada vez mais cedo. O que preocupa é que, com a obesidade, elas se tornam mais suscetíveis ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, o que em conjunto com outras enfermidades, pode ser uma contribuição para a taxa de mortalidade nesta faixa etária.”</p>
<p><strong>Mitos e tabus em todas as camadas sociais</strong></p>
<p>Apesar de neste estudo a média de escolaridade dos participantes ser baixa – tendo a maioria não passado do quinto ano do Ensino Fundamental –, para Glaucia Bragionn, coordenadora do curso de nutrição da USCS e co-orientadora do estudo, pessoas de todas as camadas sociais estão expostas aos mitos e tabus. “Exemplo disto são as dietas milagrosas veiculadas pela internet que são &#8216;realizadas&#8217; por atrizes e celebridades e que acabam por &#8216;contagiar&#8217; a população de alta renda pelo apelo de beleza. Ou seja, a relevância se dá em todas as camadas sociais, a diferença é que cada grupo social está exposta a mitos e tabus diferentes.”</p>
<p>“Por se tratar de uma população em que os hábitos alimentares têm forte influência na vida, conhecer os mitos e tabus, principalmente em relação a alimentos e doenças, mostra como os idosos, e até mesmo os adultos, se limitam a afirmações antigas e falsas, apresentando dúvidas em relação à saúde e à alimentação”, afirma Mayara. Para ela, mais estudos como esse devem ser realizados, em nível populacional, uma vez que isto interfere diretamente no tratamento das doenças. “E pode contribuir para os profissionais da saúde planejarem melhor sua conduta terapêutica, principalmente em relação aos alimentos”, finaliza.</p>
<p><em>* Publicado originalmente no site <a href="http://www.oqueeutenho.com.br/21402/como-os-mitos-alimentares-podem-prejudicar-nossa-saude.html#axzz1lhanSAgT">O que eu tenho</a>.</em></p>
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		<title>Tratamento para anorexia: muitas ou poucas calorias, eis a questão!</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 09:44:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>larissa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nutrição]]></category>

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		<description><![CDATA[Novos estudos sugerem que pacientes internados poderiam ser alimentados de forma mais agressiva. Para casos de anorexia, o remédio parece óbvio: comida. Quando um paciente desnutrido dá entrada ao hospital, ganho de peso é uma prioridade, mas a introdução de alimentos na dieta é uma árdua parte do tratamento. Em geral, os médicos inicialmente fornecem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_41880" class="wp-caption alignleft" style="width: 280px"><a href="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/timthumb1.jpg?9d7bd4"><img class="size-full wp-image-41880" title="timthumb" src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/timthumb1.jpg?9d7bd4" alt="timthumb1 Tratamento para anorexia: muitas ou poucas calorias, eis a questão!" width="270" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Novo estudo sugere tratamento mais agressivo para anorexia. Foto: Reprodução/Internet</p></div>
<p><em>Novos estudos sugerem que pacientes internados poderiam ser alimentados de forma mais agressiva.</em></p>
<p>Para casos de anorexia, o remédio parece óbvio: comida. Quando um paciente desnutrido dá entrada ao hospital, ganho de peso é uma prioridade, mas a introdução de alimentos na dieta é uma árdua parte do tratamento. Em geral, os médicos inicialmente fornecem menos calorias do que o necessário porque os pacientes estão frágeis. Mas, novos estudos questionam essa teoria e sugerem que os doentes poderiam ser alimentados de forma mais agressiva.</p>
<p>Reportagem recente publicada pelo jornal norte-americano <em>The New York Times</em> revela que pesquisadores da Universidade da Califórnia examinaram o ganho de peso de adolescentes internados. O estudo, que envolveu 35 jovens, descobriu que 83% dos que começaram a se alimentar lentamente, ingerindo 1.200 calorias diárias, com aumentos de 200 calorias a cada dois dias, perderam peso num primeiro momento. A perda após a internação é comum, mas na maioria dos casos é atribuída à perda de líquido.</p>
<p>A pesquisa detectou ainda que os jovens não recuperaram as calorias perdidas antes da internação até o sexto dia no hospital. Apesar dos dados obtidos, os pesquisadores pediram que os médicos tenham cautela e não façam qualquer mudança radical no tratamento. Os cientistas ressaltaram que mais pesquisas são necessárias.</p>
<p>Para o nutrólogo e coordenador do Núcleo de Estudos em Gestão da Saúde da ESPM, Daniel Magnoni, a alimentação de pacientes internados tem que ser hipercalórica e hiperproteica, porém balanceada e fracionada ao máximo. Segundo ele, o doente deve fazer pequenas refeições várias vezes ao dia, incluindo café da manhã, lanche, almoço, lanche, jantar e ceia.</p>
<p>“Você não pode fazer com que uma pessoa que ingeria 500 calorias passe a se alimentar de três mil. Ela poderá ter problemas cardiovasculares e metabólicos”, diz ele, ressaltando que para um paciente sair do quadro agudo grave leva de uma a duas semanas, mas somente após um ano poderá recuperar o quadro muscular.</p>
<p>A nutricionista Gabriela Soares Maia, da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, também é contrária à alimentação agressiva como forma de tratamento. “Uma conduta como esta pode levar à síndrome de realimentação, que ocorre quando a pessoa é privada de comida e volta rapidamente a comer. Isto desencadeia um consumo intracelular intenso de eletrólitos e minerais, principalmente potássio, magnésio e fósforo resultando na queda brusca dos níveis desses nutrientes no organismo. A síndrome pode provocar insuficiência respiratória, irritabilidade, fraquezas musculares, arritmias cardíacas e distúrbios gastrointestinais, como diarreia e constipação”, diz ela.</p>
<p>Gabriela ressalta que a introdução do alimento de forma agressiva pode até provocar o ganho de peso, mas não vai proporcionar o aprendizado e a aproximação do paciente com o alimento, que são fatores importantes para o prosseguimento da recuperação.</p>
<p>“A introdução desse alimento e a formação de uma rotina alimentar é um processo complexo para o paciente anoréxico, por isto não concordo com uma ingestão agressiva a qualquer custo, que pode até piorar a rejeição à comida.”</p>
<p>A especialista explica que alguns suplementos em pó misturados a sucos ou vitaminas podem ser usados para que a bebida, aparentemente leve, esteja com uma densidade calórica um pouco aumentada.</p>
<p>O tratamento de anorexia, na maioria dos casos, é feito em ambulatórios, com atividades e palestras ligadas a temas como alimentação saudável. A escolha pela internação, em geral, é feita pela perda progressiva de peso, principalmente de músculo, em um curto período de tempo.</p>
<p>“A internação é sempre a última alternativa porque traz mais angústias tanto para o paciente quanto para a família. Mas ela é indicada em situações extremas, como desnutrição, desidratação grave, alterações dos sinais vitais e infecções recorrentes. E até mesmo em casos de reações mais agressivas e extremas que poderiam levar à tentativa de suicídio”, afirma Gabriela.</p>
<p>Já Magnoni ressalta que, para pacientes internados, a ingestão dos nutrientes pode ser feita via terapia nutricional oral, por uma sonda, ou em casos mais extremos, por veia. Mas, de acordo com o especialista, antes de se definir o tratamento é preciso identificar a causa da anorexia: se ela é psicogênica ou secundária a doenças orgânicas oriundas de tumores ou de depressão, por exemplo. “A causa vai definir as estratégias que serão adotadas. Mas, sempre é necessário apoio psicoterápico. Em alguns casos, o paciente tem dificuldade de engolir, e precisa até de apoio de fonoaudiólogos”, diz Magnoni.</p>
<p><em>* Publicado originalmente no site <a href="http://opiniaoenoticia.com.br/opiniao/tratamento-para-anorexia-muitas-ou-poucas-calorias-eis-a-questao/?ga=dptf1">Opinião e Notícia</a>.</em></p>
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		<title>Estudo diz que malária mata mais do que se imaginava</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 09:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>larissa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Malária]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudo divulgado nos Estados Unidos mostrou que a malária matou quase o dobro (1,2 milhão de pessoas) do que o total apontado no relatório da Organização Mundial da Saúde (655 mil) no ano de 2010 em todo o mundo. Pesquisa do Institute for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington, divulgado na revista Lancet, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/mosquito-malaria.png?9d7bd4"><img class="alignleft size-medium wp-image-41899" title="mosquito malaria" src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/mosquito-malaria-300x215.png?9d7bd4" alt="mosquito malaria 300x215 Estudo diz que malária mata mais do que se imaginava" width="300" height="215" /></a>Estudo divulgado nos Estados Unidos mostrou que a malária matou quase o dobro (1,2 milhão de pessoas) do que o total apontado no relatório da Organização Mundial da Saúde (655 mil) no ano de 2010 em todo o mundo. Pesquisa do Institute for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington, divulgado na revista <em>Lancet</em>, aponta que as estatísticas das Nações Unidas não consideraram a maior parte das 78 mil crianças e jovens entre cinco e 14 anos e das 445 mil pessoas com mais de 15 anos mortas por este motivo em 2010 – a maioria no continente africano. Eles também utilizaram como fonte de informação relatórios verbais de autópsias, que não são levados em conta pela OMS.</p>
<p>Diante disso, os coordenadores do estudo consideram que a erradicação da doença será mais difícil do que o imaginado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a doença é endêmica em mais de cem países, na quase totalidade em regiões pobres do planeta, e pode atingir centenas de milhões de pessoas.</p>
<p>Como já disse aqui, acompanho com interesse notícias sobre a maleita desde que peguei a dita duas vezes em reportagens no Timor Leste e em Angola. Sorte que tive acesso a médicos, diagnósticos, remédios e tudo o mais. Mas e a maioria da população, que não tem esses recursos e é obrigada a esperar por tratamento nem sempre à mão, nem sempre rápido? Ou, pior, que não tem, ao menos, informação.</p>
<p>O financiamento contra malária foi de US$ 1,7 bilhão, em 2010, e US$ 2 bilhões, em 2011. Em dezembro passado, a OMS informou que o número de casos caiu drasticamente devido a recursos financeiros que permitiram acesso a prevenção e tratamento. Mas ainda é pouco. A organização estima que se fossem aportados, por ano, algo entre US$ 5 bilhões e US$ 6 bilhões, poderíamos zerar as mortes pela doença.</p>
<p>O Brasil tem desenvolvido importantíssimas pesquisas nesse assunto e é referência no tema. Globalmente, contudo, seguimos na velocidade de investimento para pesquisa de doença de pobre (não é câncer, que também afeta a ricos, por exemplo). O mais triste é que não está se pedindo tanto assim. Tanto do ponto de vista de prevenção (os baratos mosquiteiros, por exemplo), quanto para tratamento e informação à sociedade.</p>
<p>Chocado? Mas por quê? Não é novidade para ninguém que parte irrisória da população mundial tem acesso a boa saúde, da prevenção ao tratamento, enquanto a gigantesca xepa acostumou-se a esperar – em filas de hospitais, sonhando com remédios inacessíveis, convivendo com a falta de saneamento e a inexistência de ações preventivas.</p>
<p>Os mais pobres, por mais que tenham força de vontade e queiram continuar vivendo, não necessariamente conseguem a façanha de esticar a corda. Vão apenas sobrevivendo, apesar de tudo e de todos, ajudando com seu trabalho e, algumas vezes, como cobaias de indústrias farmacêuticas, os que ganharam na loteria da vida a terem uma existência mais feliz.</p>
<p><em>* Publicado originalmente no site <a href="http://blogdosakamoto.uol.com.br/2012/02/03/estudo-diz-que-malaria-mata-mais-do-que-se-imaginava/">Blog do Sakamoto</a>.</em></p>
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		<title>Cinco dicas para se alimentar de forma saudável e sustentável</title>
		<link>http://envolverde.com.br/saude/dicas/cinco-dicas-para-se-alimentar-de-forma-saudavel-e-sustentavel/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 09:34:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>larissa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Você sabe o que fazer para reduzir os impactos ambientais causados pela sua alimentação? Para os membros da Bon Appétit, é possível diminuir os danos globais com pequenas atitudes individuais. Pensando nisso, eles listaram cinco dicas essenciais para quem quer se alimentar com saúde, qualidade e respeito ao planeta. 1º – Não desperdice Quando você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_41957" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/imagem.jpg?9d7bd4"><img class="size-medium wp-image-41957" title="imagem" src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/imagem-300x183.jpg?9d7bd4" alt="imagem 300x183 Cinco dicas para se alimentar de forma saudável e sustentável" width="300" height="183" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Miss Sydney Marie</p></div>
<p>Você sabe o que fazer para reduzir os impactos ambientais causados pela sua alimentação? Para os membros da Bon Appétit, é possível diminuir os danos globais com pequenas atitudes individuais. Pensando nisso, eles listaram cinco dicas essenciais para quem quer se alimentar com saúde, qualidade e respeito ao planeta.</p>
<p><strong>1º – Não desperdice</strong></p>
<p>Quando você joga comida fora, está transformando em lixo não apenas aquelas sobras, mas também toda a energia gasta para cultivar, transportar e preparar a refeição. Quando chega aos aterros sanitários, essa comida libera gás metano, um dos gases causadores do efeito estufa. Por isso, compre e cozinhe apenas a comida que você vai comer. Se sobrar, guarde para a próxima refeição.</p>
<p><strong>2º – Faça do “local e sazonal” seu mantra alimentar</strong></p>
<p>Alimentos que são cultivados sazonalmente e dentro do perímetro da sua região geralmente emitem menos carbono na atmosfera. Por isto, essas devem ser as suas primeiras opções. Mas tome cuidado para não comprar alimentos cultivados em estufas aquecidas com energias não renováveis, mesmo que elas estejam próximas a você.</p>
<p><strong>3º – Afaste-se de carnes vermelhas e queijos</strong></p>
<p>A pecuária é responsável por 18% das emissões mundiais de gases do efeito estufa. Se você não puder viver sem carne e queijo, considere ao menos reduzir a quantidade desses itens, e selecione-os criteriosamente, comendo com menos frequência e apenas aquilo que você realmente ama.</p>
<p><strong>4º –</strong> <strong>Evite frutas e peixes de outros países</strong></p>
<p>Quando você compra mariscos e frutas “frescas” vindas de outros países, saiba que para que elas estejam no supermercado pouco tempo após sua colheita foi preciso transportá-las de avião, o que torna as emissões dez vezes maiores do que se esses alimentos viessem de navio. Por isso, prefira sempre alimentos locais e os frutos do mar que foram “processados e congelados no mar”.</p>
<p><strong>5º –</strong> <strong>Se for processado e embalado, esqueça</strong></p>
<p>Salgadinhos, sucos, e até mesmo hambúrgueres vegetarianos (preparado, embalado, congelado e transportado) consomem muita energia e geram lixo, e nós comemos essas coisas sem pensar. Por isso, quando você precisar de um lanche ou refeição prática e rápida, escolha uma fruta fresca local, pequenas quantidades de nozes, e outras opções caseiras deliciosas.</p>
<p><em>* Publicado originalmente no site <a href="http://www.ecodesenvolvimento.org.br/dicas-e-guias/guias/2012/janeiro/cinco-dicas-para-se-alimentar-de-forma-saudavel-e">EcoD</a>.</em></p>
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		<title>&#8220;Minha posição pessoal já não interessa&#8221;, diz nova ministra</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 05:38:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>larissa</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_41918" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/Eleonora-Menicucci-300x199.jpg?9d7bd4"><img class="size-full wp-image-41918" title="Eleonora-Menicucci-300x199" src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/Eleonora-Menicucci-300x199.jpg?9d7bd4" alt="Eleonora Menicucci 300x199 Minha posição pessoal já não interessa, diz nova ministra" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Eleonora Menicucci indica que legalização ou descriminalização do aborto deveria ser debatido no Congresso. Foto: Elza Fiúza/ABr</p></div>
<p>Brasília – A professora e socióloga Eleonora Menicucci, indicada pela presidenta Dilma Rousseff para assumir a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), disse nesta terça-feira 7 que considera a discussão do aborto no Brasil uma questão de saúde pública.</p>
<p>“Não é uma questão ideológica, é uma questão de saúde pública, como o crack e outras drogas, a dengue, o HIV e todas as doenças infectocontagiosas”, ressaltou. Ela lembrou que o aborto, no Brasil, é a quarta causa de mortalidade materna e a quinta entre as internações.</p>
<p>Durante coletiva de imprensa, ela se mostrou pessoalmente favorável à descriminalização do aborto, mas destacou que, a partir do momento em que aceitou o convite para a SPM, passou a assumir a posição do governo em relação ao assunto.</p>
<p>“Minha posição pessoal, a partir de hoje, não diz respeito, não interessa”, disse. “A matéria da legalização ou descriminalização do aborto é uma matéria que não diz respeito ao Executivo, mas ao Legislativo”, completou.</p>
<p>Segundo Eleonora, que deverá tomar posse na sexta-feira (10), uma das prioridades da pasta será dar continuidade ao combate à violência doméstica e sexual. Ela defendeu, entre outras medidas, a punição de estupradores, mesmo quando a vítima não procurar a delegacia para fazer a queixa. O assunto será apreciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) amanhã (8).</p>
<p>A ministra Iriny Lopes, que deixa o cargo para concorrer à prefeitura de Vitória (ES) nas eleições municipais de outubro, também participou da coletiva e fez um balanço de sua gestão no ano de 2011. Segundo ela, 100% do orçamento destinado à SPM foi executado. “Nenhum Ministério acha suficiente os recursos que tem. Porém, não fomos afetados”, disse. Para este ano, estão previstos R$ 107 milhões.</p>
<p>Sobre a sucessora, ela avaliou que Eleonora tem experiência na área administrativa e na defesa dos direitos das mulheres e, por essa razão, foi escolhida por Dilma para o cargo.</p>
<p>“Saio para cumprir essa tarefa (concorrer à prefeitura de Vitória), com a concordância e o apoio da presidenta. Isto foi amplamente discutido com ela e foi o que motivou a decisão da minha saída. Farei o que é natural fazer nesses processos. Retomo meu mandato de deputada federal e, dentro do prazo que a lei eleitoral permite, intensificarei as conversas, os diálogos com os partidos no meu Estado e na minha cidade”, destacou.</p>
<p><em>* Publicado originalmente no site Agência Brasil e retirado do site <a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/minha-posicao-pessoal-ja-nao-interessa-diz-nova-ministra/">Carta Capital</a>.</em></p>
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